
Policial Militar do Gate desativa explosivo deixado
em Araçatuba por criminosos que atacaram bancos.
Divulgação/PM (31.ago.2021)
Agentes do do Grupo de Ações
Táticas Especiais (Gate) fizeram varreduras em 16 locais diferentes nesta
terça-feira (31)
Policiais do Grupo de Ações
Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) encontraram, nesta
terça-feira (31), 93 artefatos explosivos deixados pelo grupo que atacou
bancos na cidade de Araçatuba, no interior do estado, na véspera.
Depois de atuarem em 16 locais
diferentes, os agentes do Gate encontraram 32 artefatos explosivos em via
pública, 29 em um caminhão deixado pelo grupo perto das agências bancárias, 13
dentro da agência do Banco do Brasil atacada na cidade e mais 19 em veículos
abandonados na cidade de Bilac, a cerca de 20 quilômetros de Araçatuba.
Ainda de acordo com a PM, foram
encontrados no caminhão abandonado pelo grupo 70 cartuchos de emulsão, que
poderiam ser usados para a produção de mais bombas. Por conta da ação dos
policiais, a maior parte do comércio na cidade ficou fechado nesta terça-feira
(31).
O ataque em Araçatuba
A cidade de Araçatuba viveu
momentos de terror na madrugada de segunda-feira (30) com o assalto a três
agências bancárias por, pelo menos, 20 homens fortemente armados que
invadiram o município.
Imagens divulgadas nas redes
sociais mostram que, durante a fuga, o grupo fez uso de reféns como “escudo
humano” nos carros em movimento.
De acordo com informações da
Polícia Militar (PM), três pessoas morreram – duas seriam moradoras da cidade e
uma suspeita de integrar o grupo –, três ficaram feridas e duas foram presas.
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| Robô da PM é usado para desarmar explosivos deixados por grupo criminoso em Araçatuba / Divulgação/PM (31.ago.2021) |
Crime conhecido como novo
cangaço
A ação de quadrilhas
especializadas em grandes assaltos, como o de Araçatuba, é conhecida nos meios
policiais como “novo cangaço”. O termo faz referência aos bandos itinerantes
que atacavam quartéis e roubavam instituições financeiras em pequenas cidades
do sertão nordestino, no século 19.
Os criminosos nos dias atuais
envolvem grupos de 20 a 40 bandidos fortemente armados. Quase sempre os alvos
estão em cidades pequenas, com efetivo policial reduzido. As ações são
planejadas e, dependendo do alvo, as quadrilhas usam armas de guerra, como
metralhadora calibre .50, e recursos tecnológicos, como o drone usado em
Jarinu.
De acordo com a polícia, as ações
são planejadas e quase sempre envolvem facções criminosas. Desde o ano passado,
ataques semelhantes foram registrados em outras cidades paulistas, como Mococa
(abril de 2021), Araraquara (novembro de 2020) e Botucatu (julho de 2020).
Murillo Ferrari da CNN
(Com informações de Julyanne Jucá,
da CNN, em São Paulo, e da Agência Estado)

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