
Fernando Frazão | Agência Brasil
Investimentos
privados previstos somam R$ 9 bilhões.
O ministro da
Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou nesta sexta-feira (30) a
retomada das obras do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, por questões de
segurança, até que seja feita a concessão para o setor privado.
O Arco
Metropolitano liga as cidades de Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias,
Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica e Itaguaí.
“A gente tem
uma preocupação grande com a questão da segurança. Trabalhamos para estruturar
uma concessão que vai contemplar o Arco Metropolitano junto com a BR 116-RJ-MG,
do Rio de Janeiro para Teresópolis, e também a extensão da 116 em Minas até
Governador Valadares”, afirmou o ministro, em entrevista coletiva.
Esse projeto já
está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e a expectativa é que seja
aprovado até o fim deste ano, para licitação no primeiro trimestre de 2022.
Tarcísio ressaltou, contudo, que não dava para esperar a concessão.
Estão sendo
duplicados os primeiros 11 quilômetros do Arco, de Manilha para Santa
Guilhermina, e as três passagens inferiores, que ficaram inacabados. O ministro
destacou que essas obras são importantes, porque sua ausência gerava diminuição
de velocidade e facilitação de abordagem aos usuários.
“Isso
contribuía para o aumento de assaltos. A partir do momento em que a gente tem
as vias duplicadas, as vias marginais e as passagens concluídas, aumenta a
velocidade de trânsito, melhora o nível de serviço, melhora a fluidez e isso
vai contribuir com a segurança”, declarou.
Iluminação
de led
Tarcísio de
Freitas revelou que no contrato de concessão estão previstos um posto da
Polícia Rodoviária Federal (PRF), iluminação de led em todo o Arco
Metropolitano do Rio, sistema de detecção de acidentes e câmeras que estarão
conectadas também com o sistema de segurança pública.
“A gente vai
ter o monitoramento constante do Arco, o que vai contribuir também para a
diminuição do roubo de carga e da abordagem aos usuários”, explicou. A rodovia
é importante para escoamento da produção do estado do Rio de Janeiro. “Por
isso, é importante que a gente restabeleça a segurança e as condições de
trânsito, para que ele (Arco) sirva para o que foi projetado”, acrescentou.
O ministro da
Infraestrutura afirmou que a iluminação solar adotada inicialmente ao longo da
rodovia não se mostrou adequada e acabou se transformando em chamariz para a
ação de criminosos. Com as lâmpadas de led, ele acredita que haverá boa
iluminação.
“Ter uma boa
iluminância [medição da quantidade de luz] é fundamental para que a gente tenha
segurança. Há uma relação direta entre iluminação pública e segurança”. O
Ministério da Infraestrutura vai trabalhar nesse sentido, segundo ele.
Pedágio
Ao contrário do
projeto anterior, que previa uma única praça de pedágio em Magé, o Arco
Metropolitano do Rio terá duas praças de pedágio, uma na subida da serra, em
Guapimirim, e outra antes de Itaboraí, depois de Magé. As demais praças já
estarão na BR 116, em Minas Gerais. O ministro anunciou que para o usuário
frequente haverá redução de tarifa.
“Aquele usuário
que usa repetidamente a rodovia ao longo do mês, a cada passagem na praça ele
vai ter redução tarifária, de modo que a média tarifária no mês é bem mais
baixa que a cobrada atualmente”, garantiu.
Os
investimentos previstos alcançam R$ 9 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão
aplicados no Arco Metropolitano do Rio. Tarcísio Freitas salientou que todo o
investimento será feito pelo concessionário privado.
Por Marcos
Rocha
Com
informações, Agência Brasil.
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