04/08/2021

Órgãos de paciente com morte encefálica são captados em Cabo Frio pelo Programa Estadual de Transplantes

Equipe do Programa Estadual de Transplantes (PET) esteve em
Cabo Frio para captar órgãos após autorização da família do
paciente com morte encefálica. 
Foto: Divulgação 

Com a autorização da família, foram captados o pulmão, fígado, rins, pâncreas e tecidos.

A família de um paciente que teve morte encefálica em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, autorizou a doação dos órgãos. Com a decisão, a equipe do Programa Estadual de Transplantes (PET) pôde captar, na manhã desta terça-feira (3), o pulmão, fígado, rins, pâncreas e tecidos.

A cirurgia para a captação ocorreu no centro cirúrgico do complexo São José Operário-Hospital Central de Emergência (HCE), em São Cristóvão.

A coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), enfermeira Lilian Moraes Brandão, fala da importância do entendimento da família quanto ao gesto de doar os órgãos.

“Mesmo em um momento de dor e luto, os familiares autorizaram a doação dos órgãos e compreenderam que podemos, assim, salvar vidas”, disse.

Cabo Frio é referência

Cabo Frio é referência em captação de órgãos na Região dos Lagos. O município é o único que possui a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) credenciada. Esse setor permite que a cidade conste na Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO).

A Prefeitura explica, que, de acordo com as diretrizes nacionais, cabe às comissões identificar possíveis doadores e, após identificação, há o trâmite que vai desde o diagnóstico de morte encefálica até a criação de métodos junto às famílias para a possibilidade da doação.

"A CIHDOTT também é responsável pela articulação junto à Central de Transplante do Estado do Rio para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos; pelo treinamento contínuo das equipes do hospital; pelo contato com demais unidades diagnósticas necessárias para atender aos possíveis casos de doação; além de atuar em conjunto com CNCDO e o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) para realizar treinamento de pessoal para entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos", explicou o município.

O processo de captação e transplante de órgãos requer grande empenho das equipes, tanto administrativa do hospital, como multidisciplinar, e do suporte que realiza o contato com o Governo do Estado, por meio do PET.

“É uma corrida contra o tempo para que, mesmo diante da perda dolorosa de uma vida, outras possam ser salvas. Hoje, a equipe de Cabo Frio está cada vez mais bem preparada para atuar nesta questão. O próximo passo é a implantação da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), que é mais uma instituição credenciada para auxiliar no processo de captação e doação de órgãos”, explicou Lilian.

Por G1 — Cabo Frio

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