
Ministro Kassio Nunes Marques em sessão da 2ª Turma realizada
por videoconferência | Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Defesa argumentou que a
convocação era 'midiática', ilegal e iria expor indevidamente a privacidade e a
intimidade do cliente
O ministro do Supremo Tribunal
Federal Kassio Nunes Marques garantiu nesta segunda-feira, 30, que o motoboy Ivanildo
Gonçalves da Silva tem o direito de não comparecer à CPI da Covid para prestar
depoimento, marcado para amanhã.
O motoboy foi convocado porque
teria sacado cerca de R$ 4,7 milhões a serviço da VTCLog, selecionada pelo
Ministério da Saúde para cuidar da armazenagem e distribuição de medicamentos.
Ao todo, a empresa teria movimentado de forma suspeita R$ 117 milhões nos
últimos dois anos.
Caso decida comparecer, Ivanildo
poderá permanecer em silêncio, ser auxiliado por um advogado, não ser submetido
ao compromisso de dizer a verdade e não sofrer constrangimentos físicos e
morais. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a
comissão recorrerá ao plenário do Supremo.
A decisão atendeu a um pedido dos
advogados, que argumentaram que a convocação era “midiática”, ilegal e iria
expor indevidamente a privacidade e a intimidade do cliente. Nunes Marques
considerou que não há correspondência entre os fatos investigados pela CPI e as
informações que serviram de base para a convocação do motoboy.
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