
Ex-servidora da Prefeitura de Petrópolis é
investigada por pagar salário ao namorado
Irregularidade foi constatada
após sindicância aberta pela Prefeitura de Petrópolis (RJ). Servidora
comissionada foi exonerada da área de RH da Secretaria de Saúde. Homem de 22
anos recebeu mais de R$ 30 mil em transferências bancárias, segundo
investigações.
A Polícia Civil de Petrópolis, na
Região Serrana do Rio, vai ouvir, ainda esta semana, a ex-servidora da
secretaria municipal de Saúde de Petrópolis, na Região Serrana do Rio,
exonerada por suspeita de desvio de verba e contratação fantasma do próprio namorado,
que também vai prestar depoimento.
De acordo com a sindicância
realizada pela Prefeitura, o homem de 22 anos recebia como médico
plantonista em contrato falso e sem nunca ter sido médico. As investigações
apontam que o jovem recebeu mais de R$ 30 mil em transferências bancárias realizadas
pela ex-servidora e namorada.
As transferências de R$ 9 mil, R$
11 mil e R$ 13 mil aconteceram nos meses de maio, junho e julho deste ano.
O namorado era listado como médico plantonista na folha do Recibo de
Pagamento Autônomo (RPA).
Ainda segundo a Prefeitura, a
servidora também tentou fazer uma transferência de mais de R$ 50 mil em junho,
mas a transação foi identificada e bloqueada pelo governo municipal.
"Nesse caso, na hipótese de
se confirmar, sem dúvida alguma, há falsidade ideológica, há falsificação de
documentos públicos, com penas aproximadas de um ou dois a cinco e seis anos.
Há também a possibilidade, caso de confirme, dependendo das circunstâncias, a
hipótese de configuração de peculato, de corrupção, de inserção de dados falsos
em sistemas informáticos da administração pública. Todos esses crimes
gravíssimos com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão. Não só ao
servidor, mas também ao particular que se beneficiou da prática
criminosa", explicou o advogado especialista em direto do Estado, Hugo
Lontra.
Após os procedimentos, um
familiar da ex-funcionária esteve tanto na secretaria quanto na delegacia e
firmou compromisso para devolução dos valores, segundo a Prefeitura.
De acordo com a 105ª DP, as investigações
estão em andamento. Documentos estão sendo analisados, testemunhas estão sendo
ouvidas e diligências seguem para esclarecer as circunstâncias do caso, segundo
a polícia.
O G1 tenta
contato com a defesa dos envolvidos, que, segundo a Polícia Civil, ainda não
havia se apresentado.
De estagiária a cargo
comissionado
A mulher entrou para o quadro de
funcionários da Prefeitura de Petrópolis em 2015, como estagiária, e em 2016
foi contratada para cargo comissionado na secretaria de Saúde. Ela trabalhava
no setor de recursos humanos da secretaria de Saúde.
O crime foi descoberto em
julho, segundo a Prefeitura, quando a secretaria identificou que a suspeita
havia feito três transferências bancárias nos meses de maio, junho e julho
deste ano.
De acordo com a secretaria de
Saúde de Petrópolis, assim que identificou a operação suspeita, a pasta reuniu
toda a documentação, abriu sindicância e exonerou a contratada.
O caso foi registrado na 105ª DP.
A Prefeitura também abriu sindicância e ingressou com ação contra a
ex-funcionária por improbidade administrativa na 4ª Vara Cível.
A Prefeitura de Petrópolis
analisou os períodos anteriores a maio, mas não identificou nenhuma
irregularidade. "Tratou-se de caso pontual, identificado e que está sendo
devidamente investigado pelos órgãos competentes", ressaltou em nota.
Por G1 — Petrópolis
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