
Queiroga participou ontem de vacinação no Complexo
da Maré, no Rio de Janeiro.
CARLOS ELIAS JUNIOR/FOTOARENA
Afirmação
foi feita pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; atualmente, instituição já
produz vacina AstraZeneca
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na terça-feira (3) que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que já produz a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, vai pedir à Anvisa autorização para testar um imunizante criado pela própria instituição.
Ele também
reafirmou que até setembro todos os brasileiros com 18 anos ou mais terão
recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, e metade dessa população
terá recebido também a segunda dose.
O ministro foi
a um posto de vacinação na Vila dos Pinheiros, uma das favelas do complexo da
Maré, na zona norte do Rio, para participar de mais um ato da campanha de
vacinação em massa dos moradores do complexo de favelas.
O conjunto de
favelas, onde moram cerca de 140 mil pessoas, foi escolhido para sediar um
estudo relacionado à vacinação contra a covid-19, para o qual toda a população
de 18 anos ou mais foi vacinada — enquanto, no restante da cidade, a vacina
segue sendo oferecida por faixa etária.
Esse projeto
vacinou com doses da AstraZeneca 33.774 moradores da Maré de quinta-feira (29)
até domingo (1º).
A vacinação
prossegue, e pesquisadores vão acompanhar os efeitos da imunização dessa
população nos próximos meses.
Ao chegar, na
tarde de terça-feira, Queiroga, que estava acompanhado do ministro do Turismo,
Gilson Machado, vacinou moradores, fez um rápido pronunciamento e respondeu
algumas perguntas.
Ele disse que a
campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil "vai muito bem" e
que os brasileiros confiam nele como ministro.
"Nossa
campanha [de vacinação] vai muito bem. Todas as narrativas que querem
desqualificar a campanha nacional de imunização do Brasil estão batendo com a
cabeça na parede, porque o Brasil já está incluído entre os países que mais
distribuem doses entre os seus cidadãos. A sociedade brasileira sabe disso. Eu
sei que a população confia em mim como ministro da Saúde, eu percebo isso muito
facilmente, porque ando na rua e vejo. Não preciso fazer pesquisa nenhuma, eu
estou vendo", disse Queiroga durante evento no Rio de Janeiro.
Queiroga negou
que o Ministério da Saúde demore para distribuir as doses aos Estados.
"O
ministério não tem estoque. Essas doses chegam ao departamento de Logística do
Ministério da Saúde, é necessária uma autorização da Anvisa (Agência Nacional
de Saúde) e é necessário que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em
Saúde libere. Assim que libera, a gente dispensa para os Estados e
municípios", afirmou.
Questionado
sobre o pedido para que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde
do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, seja afastada do cargo por defender o
uso de cloroquina, feito na segunda-feira (2), pelo presidente da CPI da
Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ministro foi lacônico:"Eu não
estou assistindo televisão, não, essas questões tem que ser encaminhadas
formalmente, e aí são decididas".
Agência Estado
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