
U.S. Army | Sgt. Kay Edwards
Últimos aviões decolam de Cabul,
deixando o país nas mãos do Talibã novamente.
Os Estados Unidos anunciaram
nesta última segunda-feira (30) a conclusão da saída de suas forças do
Afeganistão após uma caótica missão de retirada aérea, quase 20 anos depois da
invasão do país em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001.
Mais de 122 mil pessoas foram
retiradas de Cabul desde 14 de agosto, um dia antes de o Talibã – que em 2001
abrigava o grupo extremista Al Qaeda, que foi responsabilizado pelos ataques em
Nova York e Washington – retomar o controle do país.
O principal diplomata dos EUA no
Afeganistão, Ross Wilson, estava no último voo de um avião C-17 dos EUA, disse
o general Frank McKenzie, chefe do Comando Central, em uma coletiva de imprensa
do Pentágono.
Nas últimas semanas, os Estados
Unidos e seus aliados ocidentais lutaram para salvar cidadãos de seus próprios
países, bem como tradutores, funcionários de embaixadas locais, ativistas de
direitos civis, jornalistas e outros afegãos vulneráveis a represálias do
Talibã.
As retiradas se tornaram ainda
mais perigosas quando um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico – inimigo
tanto do Ocidente quanto do Talibã – matou 13 militares norte-americanos e
dezenas de afegãos que esperavam nos portões do aeroporto na quinta-feira (26)
passada.
Biden, que tem enfrentado
críticas intensas nos EUA e no exterior por causa de suas decisões sobre o
Afeganistão, prometeu “perseguir” os responsáveis, após o sangrento ataque ao
aeroporto de Cabul .
Por Marcos Rocha
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