De acordo com a polícia, vítimas chegavam a investir de R$ 750 a R$ 1.500. Empresas envolvidas em esquema têm sede em SP, mas linha inicial de investigação prevê a existência de um sistema criminoso de venda de falsos cursos em todo o Brasil, segundo a polícia.
Dois homens foram presos em
flagrante pela Polícia Civil de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do
Rio, no último sábado (31), suspeitos de estelionato. Segundo a polícia, a
dupla era responsável por aplicar um golpe do falso curso profissionalizante.
Eles foram capturados em um clube
em São Pedro da Aldeia, onde faziam inscrições de dezenas de pessoas no falso
curso profissionalizante de operador de máquinas pesadas, de acordo com a
polícia.
A captação, segundo investigações,
era, inicialmente, gratuita. No entanto, após apresentação do método, os homens
cobravam uma taxa entre R$ 750 e R$ 1.500, de acordo com a forma de pagamento.
Ainda segundo investigações, o
golpe consistiria no recrutamento de interessados via redes sociais. O valor
pago na inscrição era, supostamente, para a manutenção e suporte pedagógico por
uma segunda empresa. As aulas seriam ministradas em plataforma de ensino a
distância, com a promessa de que, ao final do curso teórico, os alunos teriam
aulas práticas.
De acordo com a Polícia Civil, o
dinheiro, na verdade, era repassado a um terceiro estabelecimento. "Todas
as empresas envolvidas têm sede no estado de São Paulo", informou a
polícia.
Segundo os policiais, em um site
de reclamação na internet, verificou-se que cerca de 40 pessoas foram vítimas
do esquema criminoso no país. Porém, a polícia estima que o número real seja
ainda maior.
"Elas (as vítimas) alegam
nunca terem concluído o curso por diferentes motivos, desde o não recebimento
de login da plataforma on-line, como a não realização das aulas práticas
conforme prometido pelos golpistas".
Ainda de acordo com os agentes, as
capacitações eram oferecidas por um valor bem abaixo do praticado no mercado
para atrair as vítimas, o que, segundo a polícia, caracteriza ainda mais a
fraude.
A linha inicial de investigação
prevê a existência de um sistema criminoso de venda de falsos cursos por essas
empresas em todo o Brasil.
Por G1 — Região dos Lagos

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