
China questiona se Estados Unidos ou outros países foram
responsáveis pela pandemia de Covid-19.
EFE/Federico Anfitti/Archivo
País asiático acusa os EUA de
fazerem ‘experimento sombrios’ em laboratórios, mas continua a considerar que
vírus não foi criado de forma artificial
O diretor do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações
Exteriores da China,
Fu Cong, afirmou nesta quarta-feira, 25, que as investigações sobre a origem da
Covid-19 devem continuar nos Estados Unidos, onde
em breve será publicado um relatório sobre a origem do coronavírus encomendado
pelo presidente americano, Joe Biden. Fu disse aos meios de comunicação do
exterior que o relatório elaborado pelos peritos da Organização Mundial da
Saúde (OMS) após a visita à cidade chinesa de Wuhan no mês de abril, onde os
primeiros casos da doença começaram a se espalhar no final de 2019, deve ser
respeitado. O relatório observou que a teoria de um acidente de laboratório
como a origem da Covid-19 era a menos provável entre as quatro que propuseram.
O diretor afirmou que, uma vez
que o Instituto Wuhan de Virologia já tinha sido visitado por peritos da OMS,
“seria justo que as próximas rodadas de pesquisas ocorressem em Fort Detrick e
na Universidade da Carolina do Norte”, nos Estados Unidos, lugares que são
alvos de acusações por parte da imprensa oficial chinesa. Fort Detrick, que
fechou em julho de 2019, é um laboratório militar norte-americano onde, segundo
Fu, teriam ocorrido “graves violações de segurança” e “experimentos sombrios”,
enquanto a Universidade da Carolina do Norte teria realizado várias
“experiências no campo dos coronavírus”. Embora Fu Cong tenha declarado que as
investigações deveriam ser realizadas nas instalações dos Estados Unidos, ele
também garantiu que a China continua considerando oficialmente que a teoria de
um acidente em laboratório é “improvável”.
Apesar das suspeitas mundiais de
que o vírus tenha surgido na China, a imprensa oficial do país insistiu neste
mês que os primeiros surtos suspeitos podem ter ocorrido em outros países,
incluindo Espanha, Itália e França, além de acusar as mencionadas instalações
americanas. A campanha de “contra-ataque” aos EUA se intensificou após o prazo
de 90 dias dado nesta terça-feira, 25, por Biden aos serviços de inteligência
de seu país para preparar um relatório sobre a origem da pandemia, embora as
autoridades norte-americanas ainda não tenham feito nenhum anúncio oficial a
respeito.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE
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