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| Mat Beaudet | Flickr |
Após anúncio de novas medidas restritivas, popularidade do presidente francês entre jovens de 18 a 24 anos caiu 13 pontos em julho.
O anúncio de
novas medidas sanitárias autoritárias pelo presidente francês Emmanuel Macron
no dia 12 de julho não poderia deixar de ter consequências para a popularidade
do chefe de Estado.
Uma pesquisa
feita pelo L’Institut français d’opinion publique (IFOP) e publicada neste
último domingo (18) pelo Le Journal du Dimanche acaba de confirmar os temores
do mandatário.
A popularidade
de Macron caiu 2 pontos em julho, passando de 38% para 36% de satisfeitos. O
número de insatisfeitos ganhou 4 pontos, chegando a 62%. Mas é entre os jovens
que o declínio é mais dramático. Na faixa etária de 18 a 24 anos, Emmanuel
Macron perde nada menos que 13 pontos, elevando a proporção de insatisfeitos
para 51%.
Este declínio
na popularidade não é por casualidade: enquanto apenas 29% dos jovens franceses
de 18 a 24 anos optaram por serem totalmente vacinados, as novas medidas
restritivas devem pesar particularmente sobre esse grupo de idade, que sente
que já sacrificou um ano precioso de sua existência.
O declínio da
popularidade de Macron também é sentido nas categorias de meia-idade. 68% dos
25-34 anos e 66% dos 35-49 anos desaprovam a ação do mandatário, registando
cada uma destas categorias um acréscimo de 7 pontos no número de insatisfeitos,
assinala o JDD.
No sábado (17),
ocorreram protestos em cerca de 250 cidades em toda a França contra as medidas
autoritárias de Macron. Os manifestantes reivindicavam a não implementação do
passaporte sanitário e a não obrigatoriedade da vacinação para os profissionais
de saúde.
Nas redes
sociais, circulam dezenas de imagens de milhares de manifestantes nas ruas.
Nelas, é possível observar que franceses de todas as idades participaram dos
protestos contra essas medidas do governo, com famílias e idosos presentes nos
atos.
🇫🇷 Olha que manifestação linda em
— Thais Garcia (@ThaisConexao) July 17, 2021
Toulouse hoje! 👏#NonAuPassDeLaHonte#manif17juillet#Macrondictateur pic.twitter.com/35MxBTOdo2
🇫🇷 Demonstração massiva em #Paris.
— Thais Garcia (@ThaisConexao) July 17, 2021
Os franceses deram o recado contra a ditadura sanitária. Em todo o país houve grandes manifestações.
Vamos observar a reação do governo Macron nos próximos dias.#manif17juillet#Passanitaire#FranceProtestspic.twitter.com/clecbJvDHu
Franceses
vacinados também participaram das manifestações contra o que muitos classificam
como uma ditadura sanitária de Macron. “Estou vacinado mas sou contra o passe
sanitário e a rastreabilidade totalitária”, afirmou um dos manifestantes em um
dos vídeos que circulam nas redes sociais.
🇫🇷 “Estou vacinado mas sou contra o passe sanitário e a rastreabilidade totalitária", diz francês durante a manifestação contra a ditadura sanitária de Macron. #Passanitaire #franceProtest https://t.co/4eNeMSy5p0
— Thais Garcia (@ThaisConexao) July 18, 2021
Segundo o Projeto de Lei de Macron, a vacinação se tornará obrigatória
para todos os profissionais de saúde. O mandatário pediu que eles fossem
vacinados até 15 de setembro; após a data estipulada, eles poderiam enfrentar
possíveis sanções ou multas.
O ministro da
Saúde da França, Olivier Véran, disse que os trabalhadores de saúde não
vacinados não receberão salário nem terão permissão para trabalhar depois de 15
de setembro.
De acordo com o
PL, também enfrentaria possivelmente uma pena de prisão de 6 meses e multa de até 10.000 euros quem
entrasse em um bar, restaurante, shopping center, hospital ou pegar um trem de
longa distância na França sem o passaporte sanitário, a partir de agosto. E
proprietários que permitissem a entrada de pessoas não-vacinadas em seus
estabelecimentos poderiam enfrentar uma pena de prisão de 1 ano e multa de
45.000 euros.
O mesmo passe
de saúde – que mostra que uma pessoa foi vacinada ou teve um teste de Covid
negativo recente – seria igualmente exigido para qualquer pessoa com mais de 12
anos de idade para entrar em um cinema, teatro, museu, parque temático ou
centro cultural a partir de 21 de julho, segundo Macron, em uma tentativa de
pressionar mais os franceses a tomar as vacinas.
No entanto,
após os grandes protestos em grandes cidades de todo o país, o presidente
francês foi forçado a retroceder pelo menos parte de suas medidas autoritárias,
com os passaportes de vacinação agora exigidos apenas para shoppings centers
com área de mais de 20.000 metros quadrados.
Por Thaís Garcia

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