
Olimpíada terá início na próxima sexta-feira (23).
ISSEI KATO/REUTERS - 18.7.2021
Toshiro Muto disse que se manterá atento ao
número de infecções pelo coronavírus e seguirá com as discussões com os
organizadores
O chefe do comitê organizador da Olimpíada Tóquio 2020 não descartou nesta terça-feira (20) um cancelamento de última hora do evento, que começa na sexta-feira (23).
Indagado em entrevista coletiva se os Jogos
ainda podem ser cancelados em meio à alta nos casos de Covid-19, Toshiro Muto
disse que se manterá atento ao número de infecções pelo coronavírus e
continuará com as discussões com os organizadores se necessário.
Nesta mesma terça-feira, apesar de manter a
confirmação dos Jogos, o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional),
Thomas Bach, admitiu, em tom de desabafo, que teve dúvidas em relação à
realização do evento. Ele fez as declarações durante reunião da entidade em
Tóquio, no Japão. Bach disse até que teve problemas para dormir, por causa das
alterações causadas pela pandemia no mundo.
"Quando você olha para esta situação em
retrospectiva hoje, pode parecer que foi um mar de rosas. Isto está longe de
ser verdade. Nos últimos 15 meses, tivemos que tomar decisões diárias com base
em situações muito incertas. Tínhamos dúvidas todos os dias. Nós deliberamos e
discutimos. Houve noites sem dormir", declarou o dirigente alemão.
Bach disse que a opção por não expor seus
dilemas foi para não prejudicar ainda mais os preparativos.
"Como todas as outras pessoas no mundo,
não sabíamos, eu não sabia, o que o futuro nos reservaria. Alguns perguntaram
por que não expressamos essas dúvidas. Alguns interpretaram isso até mesmo como
um sinal de que avançamos cegamente a qualquer preço. Nossas dúvidas poderiam
ter se tornado uma profecia autorrealizável. Os Jogos Olímpicos poderiam ter se
despedaçado. Por isso, tínhamos que guardar essas dúvidas para nós",
completou.
Da Reuters
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