
De acordo com a polícia, padre anglicano guardava e distribuía
drogas em Nova Friburgo, no RJ — Foto: Divulgação/PM
De acordo com a
polícia, o homem de 35 anos confessou o crime. Ele disse pertencer à Diocese
Católica Apostólica de Confissão Anglicana e também é diretor de uma escola
municipal. A Diocese Anglicana do Rio de Janeiro disse que o homem e a igreja
dele se denominam uma igreja de confissão e não fazem parte da Igreja Episcopal
Anglicana do Brasil.
Um padre foi
preso em flagrante suspeito de tráfico de drogas na manhã desta sexta-feira (7)
em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. De acordo com a Polícia Militar,
ele confessou ter envolvimento com o tráfico.
O homem de 35
anos disse à polícia que pertence a Diocese Católica Apostólica de Confissão
Anglicana e também é diretor de uma escola municipal no distrito de Conselheiro
Paulino. A prisão aconteceu na casa do padre, no bairro São Jorge.
O Bispo da
Diocese Anglicana do Rio de Janeiro informou que o homem preso e o grupo
ao qual é vinculado não fazem parte da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,
que é uma província da comunhão Anglicana, única Igreja Anglicana reconhecida
pela Comunhão Anglicana no Brasil - que tem comunhão com a Sé da Cantuária na
Inglaterra e com as famílias de igrejas Anglicanas no mundo. (veja
declaração completa abaixo)
De acordo com a
polícia, os agentes chegaram até o padre após receberem denúncia de que homens
estariam transportando grande quantidade de drogas na Estrada do Curuzu, em
Varginha. No local, os policiais interceptarem um carro com dois ocupantes, de
21 e 23 anos, e encontraram com eles uma sacola com drogas.
Ao serem
questionados pela polícia, os dois suspeitos disseram que iriam enterrar o
material em um terreno em Varginha, e que teriam pego toda a droga com um homem
no bairro São Jorge.
Ainda de acordo
com os agentes, ao chegarem à casa do padre, ele confessou o envolvimento com o
tráfico, sendo responsável por guardar e distribuir o material.
Os três
suspeitos foram presos e devem responder por tráfico de drogas e associação
para o tráfico. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi encaminhado à
Justiça.
Na ação, a
Polícia Militar ainda apreendeu 16 grandes tabletes de maconha prensada, 34
unidades de cocaína e 1.143 unidades pequenas de maconha.
A ocorrência
foi apresentada na 151ª DP, para onde os homens e todo o material apreendido
foram encaminhados.
Em nota, a
Prefeitura de Nova Friburgo informou que ainda não foi notificada oficialmente
sobre o caso e ressaltou ainda que "repudia veementemente qualquer tipo de
envolvimento de servidores públicos municipais com atos ilícitos".
O que diz a
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil?
O bispo diocesano Eduardo Grillo divulgou uma nota sobre o homem detido e informou que ele não faz parte do quadro de clérigos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que é a única igreja no Brasil reconhecida pela Comunhão Anglicana e que tem total e plena comunhão com a Sé da Cantuária na Inglaterra e com as famílias Anglicanas no mundo.
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| Bispo Diocesano da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil diz que padre preso não faz parte do clérigo |
"Esse fato
terrível ligado ao tráfico de drogas e outras coisas mais nada tem a ver com a
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil [...] Queremos reafirmar nossa disposição de
diálogo verdadeiro e sincero. Lamentamos profundamente essas confusões. Sabemos
que outros grupos passam pela mesma situação de serem identificados com grupos
ligados à violência, à morte, a atitudes ilícitas", disse o Bispo em um
vídeo publicado nas redes sociais da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro.
O bispo disse
ainda que essa igreja que tem ligação com o padre preso se apresenta como uma
diocese católica Anglicana, de confissão Anglicana, e esclareceu que o
Anglicanismo não é uma igreja confessional, mas sim uma igreja de comunhão,
diferentemente de outros grupos cristãos.
"O
anglicanismo é uma igreja de comunhão onde há uma proximidade, uma união a
partir de princípios comuns na vivência da fé. Estamos sempre prontos ao
diálogo e a partilha e a comunhão com aqueles que levam a sério a fé, a
religiosidade, a espiritualidade de todas as pessoas. Não àqueles que buscam
comercializar e aferir lucros transformando a fé, a religiosidade em um negócio
lucrativo. Nós repudiamos esse tipo de abordagem e nos colocamos sempre abertos
ao diálogo fraterno que faz todos crescerem e nos respeitarmos cada vez
mais", reforçou o Bispo.
Por
G1 — Nova Friburgo

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