
Sputinik V: fórmula russa, pronta para a entrega ao Brasil,
seria a saída para a dependência integral da China.
MAXIM SHIPENKOV/EFE/EPA
Fórmula não
tem aval da Anvisa. Consórcio do Nordeste comprou 37 milhões de doses e cobra
validação dos certificados de agências reguladoras estrangeiras para começar já
a aplicação do imunizante
A liberação da
Anvisa para uso no Brasil da vacina russa Sputinik V é considerada pelos
governadores que integram o Consórcio do Nordeste a saída para a dependência
integral do Brasil da importação de insumos da China, hoje necessários para a
fabricação tanto da Coronavac quanto da Oxford/Astrazeneca. Em conversa com o
blog esta manhã, o governador do Piauí, Wellington Dias, que representará os
gestores estaduais na reunião com a agência na tarde desta terça, declarou que
“a não aprovação por parte da Anvisa é o único passo a ser vencido para
entrega, ainda neste mês de abril, da vacina Sputinik, pronta para o Brasil”.
O Consórcio do
Nordeste, integrado por 9 estados, contratou 37 milhões de doses da fórmula
russa, que estariam prontas para a entrega. Protocolaram pedido de importação
da Sputinik V na semana passada os estados do Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe,
Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia, Acre e Mato Grosso. Nesta segunda-feira,
Pará e Rondônia se juntaram à demanda.
Comparecerá
presencialmente ao encontro com o comando da Anvisa, além de Dias,
representante técnico do fabricante da Sputinik V. “Hoje devemos, com a
presença das partes, acertar as condições de autorização para importância da
vacina ainda neste mês de abril”, declara o governador. A agência tem alegado
que os russos não apresentaram a documentação necessária para a liberação do
imunizante, que já é utilizado em 39 países, inclusive a vizinha Argentina.
"A documentação que falta será resolvida, segundo o Fundo Soberano
Russo", assegura Dias.
O Consórcio do
Nordeste contratou a entrega de 37 milhões de doses do imunizante. Para o
governador, “não é razoável não seguir o critério de validação, estabelecido em
lei, e considerando a validação por agências reguladoras para estes países,
uma vez que a vacina tem demonstrado segurança e eficácia, com imunização acima
de 90%”. A expectativa entre os gestores estaduais é de redução na entrega de
doses de vacinas, por parte do ministério da Saúde, em pleno momento de pico de
casos e óbitos por coronavírus. “Confiamos na Anvisa tecnicamente e acreditamos
na sensibilidade com um momento de calamidade”, conclui Dias.
Do R7
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