
Ato levou para a Praça Dermeval Barbosa Moreira, em Nova Friburgo,
897 cadeiras, representando o número de empresas formais do setor
de moda íntima na cidade — Foto: Divulgação/Costurando Esperança
Empresários
contabilizam queda que chega a mais de 80% em vendas presenciais. Setor quer
que as empresas voltem a funcionar de acordo com a capacidade de funcionários
por metro quadrado.
Empresários do
setor de moda íntima de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, fizeram um ato
simbólico e silencioso nesta terça-feira (20), na Praça Dermeval Barbosa
Moreira, em frente ao Centro de Turismo, em protesto contra as medidas
restritivas adotadas pelo município.
Desde o dia 9
de abril, as
atividades econômicas em Nova Friburgo têm funcionando em esquema de rodízio de
CNPJ, os estabelecimentos com documento com final ímpar funcionam em um
dia e os com final par funcionam em outro. A medida vem sendo adotada pelo
governo municipal durante a bandeira roxa, nível mais alto de restrições para
conter o avanço da Covid-19.
Empresários do
setor de moda íntima, assim como os do comércio em geral, são contrários ao
sistema de rodízio por CNPJ. O caso foi parar na Justiça, que indeferiu a
liminar e manteve o rodízio.
O ato
'Costurando Esperança' levou para a praça 897 cadeiras, representando o número
de empresas formais do setor. Em cada cadeira foi colocada uma placa contendo
um número fictício de CNPJ e outro número referente aos empregos que cada uma
delas gera, direta ou indiretamente, totalizando em torno de 20 mil empregos
diretos e mais de 18 mil empregos indiretos.
De acordo com o
setor, de março de 2020, quando começou a pandemia no Brasil, até o momento, os
empresários já conseguem contabilizar uma queda nas vendas à distância em torno
de 40 a 50% e mais de 80% em vendas presenciais.
A sugestão do
setor para reverter este cenário é que as empresas voltem a funcionar de acordo
com a capacidade de funcionários por metro quadrado e não por número de
funcionários ou rodízio de CNPJ.
Setor defende
que as empresas voltem a funcionar de acordo com a capacidade de funcionários
por metro quadrado — Foto: Divulgação/Costurando Esperança
De acordo com
os empresários, é que muitas das empresas do setor "estão localizadas em
galpões amplos, que não comprometem a saúde dos seus colaboradores, que têm
importância capital, pois sem eles não haverá mão de obra para produzir as
peças já conhecidas nacionalmente", alegou a organização do ato.
O G1 pediu um posicionamento da
Prefeitura de Nova Friburgo sobre o assunto e aguarda o retorno.
Por G1 — Nova Friburgo
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