
Marcelo Camargo | Agência Brasil
No texto,
general diz que as ‘trevas’ são representadas pelo ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
General da
reserva e presidente do Clube Militar do Brasil, Eduardo José Barbosa publicou
um artigo nesta quinta-feira (29) em sinalização ao presidente da República em
torno do que ele classifica como ‘o poder da trevas’.
Segundo o
general, o atual cenário econômico, político e social do país aponta para uma
necessidade de “restabelecer a lei e a ordem”.
“Portanto, se
neste cenário atual, o poder Executivo, único dos três poderes que está sendo
obrigado a seguir a Constituição à risca, que utilize o artigo 142 da
Constituição para restabelecer a lei e a ordem. Que as algemas voltem a ser
utilizadas, mas não nos trabalhadores que querem ganhar o sustento dos seus
lares, e sim nos verdadeiros criminosos que estão a serviço do poder das
trevas”, diz trecho do comunicado.
Em outra parte
da nota, o militar cita os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros
(MDB-AL), comparando o presidente e o relator da CPI da Pandemia aos chefes das
duas mais altas facções criminosas do Brasil, Fernandinho Beira Mar (Comando
Vermelho) e Marcola (PCC).
Ao fazer menção
ao artigo 142, o presidente do Clube Militar aparenta sugerir uma intervenção
militar no Brasil.
Ainda no texto,
Barbosa faz críticas à CPI da COVID-19, aos senadores, e até mesmo ao Supremo
Tribunal Federal (STF). O ex-presidente Lula e a imprensa brasileira também
foram criticados por ele.
Leia a nota
na íntegra:
Rio de
Janeiro, 28 de abril de 2021.
Gen Div
Eduardo José Barbosa
Presidente
do Clube Militar
O Poder
das Trevas no Brasil
“O Brasil é
a Pátria do evangelho! Natural, portanto, que o poder das trevas queira
destruir nossa Nação”.
Evidente
que, embora muitos acreditem literalmente nesta citação, ela abre esse nosso
pensamento tão somente para sintetizar o momento que atravessa nosso País,
afinal, como muitos dizem, bastou a eleição de um Presidente que acredita em
Deus para que todo o inferno se levantasse contra ele.
Os
acontecimentos protagonizados nos últimos dois anos pelo STF e pelo Congresso
Nacional bem demonstram essas afirmações. O Estado Democrático de Direito, que
pressupõe respeito às Leis vigentes, particularmente à Constituição Federal, só
serve para aulas em cursos universitários porque, na prática, não é respeitado
pelo Legislativo e Judiciário.
Normas
processuais sofrem mudanças de interpretação para atender a réus poderosos. Se
não conseguem inocentar o bandido de estimação, basta encontrar subterfúgios
para anular processos, a ponto de um Ministro do STF afirmar que o combate à
corrupção é prejudicial ao país pois causa prejuízos maiores que a própria
corrupção. Esquece esse Senhor, que com sua capa preta bem lembra as trevas que
representa, que o prejuízo não contabilizado nesse seu nefasto voto diz respeito
à investidores que retiram seus recursos de países onde impera a corrupção.
Esse mesmo
Tribunal, que ignora a Constituição, conferiu poderes para governadores e
prefeitos usarem a pandemia para desviarem dinheiro público e não tratar
adequadamente a população, agora culpando o Presidente que eles impediram de
coordenar as ações.
E como ‘as
trevas’ têm poder devastador, no dia 27 de abril de 2021, instalou-se uma CPI
no Senado Federal, encabeçada por um senador cuja família foi presa
recentemente por acusações de esquema de corrupção no Amazonas, composta por
aliados dos governantes corruptos e tendo como relator um dos campeões em
denúncias de corrupção, cujos processos acumulam mofo e traças nas gavetas dos
“foros privilegiados”. O resultado dessa “investigação” todos já sabemos:
culpar o Presidente por aquilo que não o deixaram fazer. Ou por não usar as
máscaras utilizadas por alguns para se esconder da população. Utilizando uma
expressão usada nas mídias sociais, temos os ‘Marcolas e Fernandinhos beira mar’
investigando a atuação da polícia no combate ao tráfico de drogas.
Um certo
ex-presidente, condenado por corrupção, mas que está em campanha, representando
“as trevas”, acostumado a mentir mundo afora, declarou que nossa Suprema Corte
é acovardada. Claro que é mais uma de suas mentiras. Os integrantes têm muita
coragem pois criaram sua própria constituição federal e se auto elegeram
presidentes da república. Acovardados, por conveniência de terem seus processos
engavetados, são nossos Senadores que não iniciam processos contra aqueles
Ministros que cometem crimes de responsabilidade, como escrito na Constituição
oficial vigente.
Acovardados
são os nossos congressistas, que também por interesse próprio, não aprovam
prisão em primeira ou segunda instância, como ocorre no mundo inteiro.
Acovardada é
a população que aceita o cerceamento de suas liberdades pétreas passivamente.
Acovardada é
a extrema mídia que, para ajudar o “poder das trevas”, tenta destruir a
reputação de um presidente democraticamente eleito disseminando notícias
distorcidas e as vezes falsas.
Acovardados
são os que defendem a liberdade de expressão desde que o dito seja favorável à
ideologia destrutiva que pregam.
Acovardados
são os que usam suas canetas de luxo para tentar calar os apoiadores da
verdadeira democracia, que lutam pelos seus direitos listados no artigo 5º da
Constituição oficial vigente, garantia inquestionável de um país genuinamente
democrático.
Acovardados
são aqueles que, não satisfeitos com a facada, querem sangrar o Presidente
eleito até a morte.
Portanto, se
neste cenário atual, o Poder Executivo, único dos três poderes que está sendo
obrigado a seguir a constituição a risca, que utilize o Art 142 da Constituição
Federal (vigente) para restabelecer a Lei e a Ordem. Que as algemas voltem a
ser utilizadas, mas não nos trabalhadores que querem ganhar o sustento dos seus
lares, e sim nos verdadeiros criminosos que estão a serviço do ‘Poder das Trevas.’
Brasil acima
de tudo”.
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