
José Cruz | Agência Brasil
Segundo Aras, a
Lei Complementar 179/2021 surgiu de projeto de iniciativa parlamentar e é
inconstitucional.
O
procurador-geral da República, Augusto Aras, disse ao Supremo Tribunal Federal
(STF) nesta quarta-feira (28) que é a favor de derrubar a lei que estabeleceu a
autonomia do Banco Central (BC).
A manifestação
foi encaminhada à Suprema Corte em uma ação ajuizada no final de fevereiro pelo
Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
No texto, o PGR
sustenta que existe vício de iniciativa e afronta ao processo legislativo na
aprovação da Lei Complementar 179/2021, que trata da autonomia do BC. Por isso,
segundo ele, deve ser declarada a inconstitucionalidade da norma.
A legislação
foi sancionada em 24 de fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro. A partir de
então, o BC passou a ter status de “autarquia de natureza especial”, sem
subordinação a ministérios do Executivo.
Para PT e PSOL,
autores do processo, a mudança impactaria o sistema representativo e os
mecanismos de funcionamento e controle dos órgãos estatais, “colocando a salvo
e ileso de controle social o Banco Central e a própria condição das políticas
econômicas e monetárias do país”.
O Ministério da
Economia ainda não se manifestou sobre o posicionamento da PGR. O BC, por sua
vez, afirmou que não fala sobre processos judiciais em curso. A Advocacia-Geral
da União (AGU) também disse que não comentará a manifestação de Augusto Aras.
Por Marcos Rocha
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