
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em fevereiro deste ano, o julgamento
sobre a investigação de uma compra feita pelo governo do estado de uma
faculdade pertencente à família de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF).
A União de
Ensino Superior de Diamantino (Uned), cujo um dos sócios era Gilmar Mendes, foi
vendida ao estado do Mato Grosso, na Gestão de Silval Barbosa (MDB). Na época,
a estatização da faculdade custou aos cofres públicos o montante de R$ 7,7
milhões, entre 2013 e 2014.
Paralelamente,
em 2015, um mandado de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro Dias
Toffoli, na casa de Silval. A Polícia Federal investigava o governador pelos
crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e corrupção passiva, no âmbito da
“Operação Ararath”, que havia iniciado em 2013.
O inquérito da
PF e do Ministério Público Federal desmontou um grande esquema de lavagem de
dinheiro e corrupção política no topo do governo de Mato Grosso. O caso foi
para o Supremo quando um dos principais operadores da quadrilha topou uma
delação premiada e entregou o governador e seus aliados.
A força-tarefa
recolheu provas e descobriu que o grupo de Silval Barbosa usava a máquina do
Governo para financiar campanhas eleitorais. A Família Mendes mantinha boas
relações com Barbosa. Gilmar chegou a ligar para o governador no dia da
realização da busca e apreensão e o áudio cabuloso foi vazado na imprensa.
Diante da
proximidade da Família Mendes, do próprio ministro e Silval Barbosa e com a
venda da faculdade, justamente ao governo do estado, o Ministério Público
Estadual (MPE) abriu investigação, em 2017, para averiguar a estatização da
Uned. O processo tramitou em segredo de justiça.
Mas, este ano,
os desembargadores Maria Aparecida Ribeiro e Mário Roberto Kono de Oliveira
votaram pelo fim da investigação. Já o magistrado Luiz Carlos da Costa,
presidente da 2ª Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT, pediu vista do
processo. Por fim, o recurso foi rejeitado em definitivo.
O MP
investigava se Gilmar Mendes se beneficiou, financeiramente, da estatização
realizada na gestão de Silval Barbosa.
Com a venda da
Uned, a faculdade privada tornou-se um campus da Universidade do Estado de Mato
Grosso (Unemat); oferecendo cursos gratuitos de Direito, Administração,
Enfermagem e Educação Física.
A assessoria de
imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou que não poderia
repassar outros detalhes porque o processo correu em segredo de justiça.
Jornal da Cidade Online
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