
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cobrou, nesta
segunda-feira (19), que a defesa do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ)
esclareça supostas divergências encontradas pela Central de Monitoração
Eletrônica na tornozeleira que o parlamentar usa desde que saiu da prisão, em
14 de março.
Esta não é a
primeira vez que Alexandre de Moraes cobra explicações sobre o uso do aparelho
do deputado. No dia 8 de abril, ele mandou a defesa de Silveira se manifestar
sobre supostas ocorrências com o equipamento. Desta vez, o magistrado alegava
que o parlamentar cometeu violações no período compreendido entre 29/3/2021 e
5/4/2021.
A Secretaria de
Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro afirmou à Corte, em
relatório institucional, que não foram identificadas violações no monitoramento
entre o fim de março e início de abril. Mas, o ministro Alexandre de Moraes
insiste em afirmar que documentos enviados mostram que houve irregularidades.
“Em datas
distintas, fez-se menção a um ‘rompimento de cinta’ (31/3) e ‘fim de bateria’
(4/4), observações feitas no campo ‘data de violação’”, argumentou Moraes.
Silveira foi
preso pela Polícia Federal, no dia 16 de fevereiro, por ordem do ministro
Alexandre de Moraes. Ele havia publicado vídeos na internet em que criticava a
atuação dos integrantes da Suprema Corte.
No mês
seguinte, ele foi solto para cumprir pena em casa, com tornozeleira eletrônica,
por decisão do próprio Moraes, que negou o pedido de liberdade provisória feito
pela defesa do parlamentar e estabeleceu uma série de restrições a Silveira.
O deputado
trabalha, hoje, de forma remota e só concede entrevistas com permissão do
Supremo. As redes sociais de Silveira também foram bloqueadas pelo STF por
tempo indeterminado.
É a tal da
"Ditadura da Toga".
Jornal da
Cidade Online
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