
Monique Medeiros, mãe de Henry, deixa a 16ª delegacia,
na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, seguindo para custódia.
Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Ela exercia a
função de segunda assistente no gabinete do Conselheiro Luiz Antonio Guarana e
recebia salário de R$ 4 mil por mês
Rio - A mãe do
menino Henry Borel foi exonerada do cargo de assistente do Tribunal de Contas
do Município (TCM) do Rio. Monique Medeiros, que era professora do
município e estava lotada no gabinete do Conselheiro Luiz Antônio Guaraná,
foi presa na manhã desta quinta-feira por suposto envolvimento
na morte do próprio filho.
Segundo o
TCM, Monique foi exonerada com data a partir de 24 de março, quando deixou
de comparecer ao trabalho, sendo encaminhada novamente para o órgão de origem,
ou seja, a prefeitura do Rio. Uma resolução com a dispensa foi publicada nesta
sexta-feira no Diário Oficial do município.
A servidora pública solicitou há um mês a licença luto e,
posteriormente, licença especial, no Tribunal. Ela recebia, até o dia
24 de março, o salário de R$ 4.349,10 do TCM. A partir desta data, de
acordo com o Tribunal, ela foi desvinculada e um procedimento administrativo
interno de devolução para a Prefeitura foi iniciado.
Monique abriu mão do cargo de diretora na Secretaria Municipal de Educação
(SME) para exercer a função de segunda assistente no gabinete do Conselheiro
Luiz Antonio Guarana no começo de 2021. A funcionária pública trocou de cargo
após ter sido indicada, meses depois do seu relacionamento com o vereador
Jairinho. Até janeiro deste ano, a mãe de Henry recebia o valor de R$ 6.312,97,
mas ela foi exonerada do cargo e passou a receber R$ 4.349,10.
Em pouco mais de um mês em que esteve trabalhando no gabinete do Conselheiro a
servidora vinha atuando na pesquisa de informações para a elaboração de um
sistema de monitoramento e acompanhamento do tema Educação, que está em
desenvolvimento e será implantado em breve. Monique trabalhava de forma remota,
assim como a maioria dos servidores do TCM.
Segundo o Tribunal de Contas, durante os dias de serviço prestado, a professora
não apresentou nenhum indício de irregularidade. "Todas as frequências foram
atestadas, bem como registradas as licenças de luto, especial e as faltas
ocorridas no período, que foram devidamente descontadas", informou o
TCM.
POR O DIA
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