
Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
A estratégia do
governo socialista da Venezuela é ter o controle das redes sociais para
aprisionar os milhares de ‘tuiteiros’ venezuelanos que são contra o regime
ditatorial de Nicolás Maduro e eliminar de uma vez por todas a liberdade de
expressão no país.
A Assembleia
Nacional venezuelana instalou na última quarta-feira (7) a Comissão Permanente
de Poder Popular e Comunicação. A medida visa acelerar a reforma da ‘Lei de
Responsabilidade Social em Rádio, Televisão e Mídias Eletrônicas e a Lei de
Espaço Cibernético’ para garantir a mão do Estado sobre a internet.
Em sua conta no
Twitter, o deputado e líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV),
Juan Carlos Alemán, comemorou a instalação da nova comissão.
“Estávamos
debatendo um pouco sobre os assuntos que a Conatel [Comissão Nacional de
Telecomunicações da República Bolivariana da Venezuela] tem, como o Minci, para
apresentar em conjunto ao país para sua primeira discussão um Projeto de Lei
que está em sintonia com os novos tempos, que está em sintonia com as novas realidades”,
escreveu Alemán.
#EnFotos ¡Acá andamos trabajandoo! Hoy #7Abr desde
la @cpppc_an sostenemos
reunión con equipo de @Mippcivzla y @Conatel. Revisando
Ley de Responsabilidad Social en Radio, Televisión y Medios Electrónicos y la
Ley de Ciberespacio. ¡Seguimos avanzando! #PrevenciónEnFamilia pic.twitter.com/60VSkfR7g6
— Juan Carlos Alemán Cuenta Oficial
(@aleman72psuv) April 7, 2021
Apesar do
eufemismo, a intenção do governo socialista é assumir o controle das redes
sociais. A estratégia visa conferir o poder de aplicar sanções arbitrárias a
quem não concorda com o regime. Isso geraria um novo nível de censura, ao estilo do ditador Xi Jinping, líder do Partido Comunista
Chinês (PCC).
Com a desculpa
do “discurso de ódio”, a fraudulenta Assembleia venezuelana pretende aprovar o
PL para impor as novas medidas restritivas às comunicações na Venezuela.
A proposta de
inclusão das redes sociais na ‘Lei de Responsabilidade Social em Rádio,
Televisão e Mídias Eletrônicas e a Lei de Espaço Cibernético’ surgiu num
Conselho de Ministros em que se destacou a intenção da Assembleia Nacional de
avaliar e discutir cerca de 34 leis este ano.
Na ocasião,
Nicolás Maduro disse aos parlamentares para que incluíssem um capítulo de
regulamentação das redes sociais na discussão sobre a adesão à chamada ‘Lei da
Primavera’.
“Lei de Reforma
Parcial da Lei de Responsabilidade Social em Rádio, Televisão e Meios
Eletrônicos. Este debate é muito interessante. Aqui vamos adicionar um capítulo
sobre as redes sociais e a responsabilidade social das redes sociais em
território venezuelano”, declarou Maduro.
Embora o
ditador critique o uso que se dá às redes sociais e, por isso, queira
controlá-las, seu comportamento é considerado totalmente ilegal.
O relatório
do Atlantic Council, “Autocracia
digital: o controle de Maduro sobre o ambiente de informação venezuelano”,
revela que o país não está apenas pagando às pessoas uma taxa para escrever ou
retuitar mensagens pró-governo, mas também o está fazendo abertamente.
Este novo
relatório diz que o regime madurista paga o equivalente a um salário
mínimo para grupos que amplificam mensagens pró-governo. Eles fazem isso pelo
menos 400 vezes por dia.
“O regime de
Maduro implementou um aparato de manipulação de espectro completo que vai desde
medidas repressivas como censura, fechamento da internet e silenciamento de
críticos, até propaganda ‘positiva’, como postagens no Twitter de cidadãos
pagos”, diz o documento.
Por Thaís Garcia
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