
França vai proibir consumo de álcool em vias públicas.
PIXABAY
A partir de
agora, é proibido grupos de mais de seis pessoas se reunirem em jardins,
parques ou às margens do Sena, em Paris
Beber álcool em
parques, jardins ou em qualquer outro espaço público será proibido na França,
dentro das novas restrições anunciadas pelo governo para conter o aumento dos
casos de covid-19 no país - anunciou o primeiro-ministro Jean Castex
nesta quinta-feira (1º).
O chefe de
governo disse aos deputados da Assembleia Nacional que as autoridades vão
dispersar grupos de mais de seis pessoas que se formarem em jardins, parques
ou, no caso de Paris, às margens do Sena.
Castex também
condenou todos aqueles que desrespeitam as regras sanitárias, depois de ver
imagens de festas, ou de reuniões, em cidades como Paris e Lyon.
O clima entre
os deputados nesta quinta-feira era tenso, e a oposição não poupou críticas às
medidas anunciadas pelo governo, que serão votadas durante o dia.
O presidente
francês, Emmanuel Macron, anunciou ontem novas restrições para conter esta nova
onda de coronavírus, que ameaça saturar hospitais e está causando um número
preocupante de contágios e óbitos.
O país se
aproxima dos 100 mil mortos por coronavírus, e o número de casos de contágio
diários agora passa de 50 mil.
Segundo o
ministro da Saúde, Olivier Véran, o pico desta onda de contágios chegará
"em sete ou dez dias".
Devido a esta
emergência sanitária, as escolas, incluindo creches, fecharão na próxima
segunda-feira, durante três semanas. Na primeira, os alunos terão aulas a
distância e, nas outras duas, estarão de férias.
O confinamento
em vigor em uma parte do país, que proíbe deslocamentos para além de 10
quilômetros do domicílio e exige o fechamento de lojas não essenciais, agora
será ampliado para todo território. O toque de recolher nacional, às 19h
locais, está mantido.
Estas medidas
são "necessárias para nos permitir atravessar este obstáculo. Esperamos
que seja o último, diante da perspectiva de uma vacinação em massa e de um
retorno à vida normal", argumentou o chefe de governo.
Da AFP
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