
Diana Polekhina | UnSplash
A eventual
medida, segundo eles, visa acabar com a democracia liberal.
Em carta aberta
ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, um grupo de mais de 1.200
líderes cristãos protestantes e católicos advertiu contra a criação de
‘passaportes de vacinas’ no Reino Unido, dizendo que a proposta seria
antiética.
O governo de Boris
Johnson está considerando o uso de ‘certificados de status de covid-19’ para
permitir que as pessoas entrem em locais como boates, instalações esportivas e
festivais.
Entre a
sugestões, foi comentado sobre a possibilidade dos certificados serem estendidos
para atender em restaurantes e algumas lojas.
O grupo de
líderes cristãos, que criou um blog para emitir
posicionamentos sobre o assunto, destacando que o plano não faz sentido lógico
em termos de proteção aos outros e enfatizou que se recusariam a implementá-lo
em suas casas de culto.
“Se as vacinas
são altamente eficazes na prevenção de doenças significativas, como parece ser
a evidência dos resultados dos testes até agora, então aqueles que foram
vacinados já receberam proteção; não há benefício para eles se outras pessoas
forem vacinadas. Além disso, uma vez que as vacinas não previnem a infecção por
si, mesmo uma pessoa vacinada poderia, em teoria, transportar e potencialmente
transmitir o vírus, então decidir o status de ‘não disseminador seguro’ de
alguém com base na prova de sua imunidade à doença é espúrio”, diz a carta.
Eles também
disseram que a introdução de passaportes de vacina seria uma forma antiética de
coerção e uma violação do princípio do consentimento informado.
O blog vem
ganhando força após membros das congregações compartilharem com amigos e
conhecidos o pensamento das lideranças e a preocupação em torno da pandemia que
assola no Reino Unido.
“As pessoas
podem ter várias razões para não poderem ou não quererem receber as vacinas
atualmente disponíveis, incluindo, para alguns cristãos, sérias questões de
consciência relacionadas à ética da fabricação ou teste de vacinas”, pontuaram.
“Corremos o
risco de criar uma sociedade de dois níveis, um apartheid médico no qual uma
classe inferior de pessoas que recusam a vacinação são excluídas de áreas
significativas da vida pública”, acrescenta.
A carta também
argumenta que há um ‘temor legítimo’ de que tal proposta se torne permanente e
seja expandida para abranger outras formas de tratamento médico e “talvez até
outros critérios além disso”.
“Este esquema
tem o potencial de acabar com a democracia liberal como a conhecemos e de criar
um Estado de vigilância no qual o governo usa a tecnologia para controlar
certos aspectos da vida dos cidadãos. Como tal, esta constitui uma das
propostas de política mais perigosas já feitas na história da política
britânica”, continua.
Por fim, os
líderes religiosos asseguraram que sob ‘nenhuma circunstância’ fechariam os
templos religiosos aos que não têm um certificado de status de covid-19.
“Para a Igreja
de Jesus Cristo, excluir aqueles considerados pelo Estado como indesejáveis
sociais seria um anátema para nós e uma negação da verdade do Evangelho”,
reitera a carta, acrescentando que seria uma “traição fundamental de Cristo e o
Evangelho.”
Por Thaís Garcia
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