
Giordano, à esquerda, acompanhado de Major Olímpio
e o outro suplente, Marcos Pontes.
REPRODUÇÃO/ FACEBOOK
Alexandre
Giordano foi citado em CPI do Congresso paraguaio que apurou supostos
favorecimentos a ele em acordo internacional
O suplente
do senador
Major Olimpio (PSL-SP), que morreu
por complicações da covid-19, deverá o empresário Alexandre Luiz
Giordano, envolvido em um escândalo após a divulgação em 2019 de acordo
entre usina
Itaipu Binacional e o governo do Paraguai, que revoltou a população
local e balançou a gestão do presidente Mário Abdez. O segundo suplente, é o
ministro da Ciência e Tecnologia do governo Bolsonaro, o ex-astronauta Marcos
Pontes.
Giordano foi
citado por CPI
(Comissão Parlamentar de Inquérito) do Congresso do Paraguai para
apurar a atuação do presidente Mario Abdo Benítez e do vice-presidente Hugo
Velázquez no acordo para renegociação da venda de energia de Itaipu, que
investigou supostos privilégios à empresa brasileira Léros, ligada ao empresário.
Após denúncia,
em julho daquele ano, foi revelado que o governo do Paraguai assinou negociação
bilateral que geraria prejuízos ao país e aumentaria o preço da energia. O caso
terminou com a renúncia
de cinco autoridades do alto escalão do Paraguai, protestos
da população e fez balançar no cargo o presidente Mário
Abdez.
Abdez passou a
ser alvo de pedidos de impeachment depois que o jornal paraguaio ABC Color
divulgou que ele teria pressionado o então presidente da Ande (estatal de
energia paraguaia equivalente à brasileira Eletrobras), Pedro Ferreira, pela
implementação do acordo firmado, após pressão do governo de Jair Bolsonaro.
Esses diálogos,
caso verdadeiros, indicam que Abdo conhecia com antecedência os termos do
acordo, estava ciente de que ele aumentaria o custo da energia no Paraguai e
orientou que ele fosse mantido em sigilo.
Segundo o
senador Eusebio Ramón Ayala, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico), disse
na época, existiam indícios de que a Léros recebeu tratamento preferencial em
relação às demais empresas que demonstraram interesse à Ande (Administração
Nacional de Eletricidade), estatal de energia do Paraguai, em intermediar a
venda da energia excedente para o país vizinho.
Giordano se
defendeu das acusações e afirmou naquele ano que participou somente de uma
reunião com a diretoria da Ande, para tratar de um chamamento público para
venda de energia aberto pela estatal paraguaia.
Ele negou haver
relação do encontro com as alterações feitas na ata bilateral de Itaipu e
também disseram que não usaram o nome Bolsonaro nas negociações, o que foi
denunciado pelo advogado José "Joselo" Rodríguez, que se apresentava
como assessor jurídico do vice-presidente (Velázquez).
Giordano tem 47
anos e foi eleito como primeiro suplente da chapa de Olimpio em 2018, com pouco
mais de 9 milhões de votos. A posse dependerá de convocação feita pelo Senado,
ainda sem data para ocorrer.
Do R7, com
Agência Estado
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