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Prefeituras
divulgaram medidas restritivas que serão aplicadas a partir desta sexta-feira
(26)
As prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói anunciaram que as cidades terão
10 dias de feriado, entre esta sexta-feira (26) e o dia 4 de abril, para conter
a disseminação do novo coronavírus nos municípios. O anúncio ocorreu nesta
segunda-feira (22), em reunião para divulgar medidas mais restritivas nas
cidades por pelo menos 10 dias. Após o dia 4 de abril, as medidas serão
reavaliadas pelas autoridades.
"Esses 10
dias não são uma festa, não são 10 dias para comemorarem nada, é para
demonstrar empatia e respeitar a vida. Essa variante está atingindo muito mais
gente jovem, não são 10 dias de celebração", afirmou o prefeito do Rio de
Janeiro, Eduardo Paes.
"Temos 670
pessoas internadas em leitos de CTI na cidade do Rio de Janeiro, um número
muito preocupante", afirmou o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz.
"Nunca tivemos tantas solicitações de internação em um único
dia. "Estamos no maior número de pessoas internadas simultaneamente
em um leito de CTI por Covid-19", acrescentou o secretário em sua conta no
Twitter.
Dentre as
medidas anunciadas para os próximos dias, os secretários afirmaram que será
implantando toque de recolher entre as 23h e 5h. As autoridades decidiram
manter o transporte público, para que profissionais da saúde e trabalhadores de
serviços essenciais possam se locomover.
As cidades
também irão fechar restaurantes, bares e quiosques para atendimento presencial.
Escolas, creches e universidades não poderão ter aulas presenciais. O
campeonato carioca de futebol também está suspenso neste período.
"Nós não estamos aqui felizes de anunciar essas medidas, mas gostaríamos
de ter todas as autoridades em conjunto. Todos nós entendemos as dificuldades
econômicas, sociais, os índices de pobreza. Estamos aqui anunciando medidas que
têm um prazo e isso quero deixar bem claro. Este fim de semana vimos que o
carioca respeitou o apelo do Rio. É fundamental que as pessoas entendam que
esse processo é inevitável", afirmou Paes.
Fica proibido:
- A permanência
de pessoas em vias públicas das 23h às 05h
- Museus, galerias, bibliotecas, cinemas, teatros, casas de espetáculo e salas
de apresentação
- Boates, danceterias, salões de dança, casas de festa e outros
- Salões de cabeleireiro, barbearias, institutos de beleza e estética
- Clubes sociais e esportivos e serviços de lazer
- Parques de diversões e circos
Estão suspensos
em atendimento presencial:
- Bares,
lanchonetes, restaurantes e congêneres
- Quiosques em geral, incluindo os da orla marítima
- Incluem-se nas determinações as atividades listadas quando localizadas em
shopping centers, galerias e centros comerciais
- O funcionamento presencial de creches, estabelecimentos de educação infantil,
estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior, estabelecimentos de
ensino de esportes, música, arte e cultura, cursos de idiomas, cursos livres,
preparatórios e profissionalizantes e centro de treinamento e de formação de
condutores
- Feiras, exposições, congressos e seminários
- Concessão de autorizações para eventos e atividades transitórias em áreas
públicas e particulares
Podem
funcionar:
- Lanchonetes,
restaurantes e bares: exclusivamente para entrega em domicílio e
drive-thru, e retirada no local sendo proibido o consumo no local e a
permanência de público no interior do estabelecimento
- Serviços de comércio de alimentos e bebidas, como supermercados, açougues,
peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, lojas de conveniência e outros,
sendo proibido o consumo no local e recomendada a ampliação do horário de
funcionamento
- Farmácias e comércio de equipamentos médicos e suplementares, serviços
assistenciais de saúde e óticas
- Assistência veterinária, serviços e comércio de suprimentos para animais
- Comércio de materiais de construção, ferragens e congêneres
- Transporte de passageiros
- Atividades industriais e obras de construção civil
- Serviços de entrega em domicílio
- Serviços de telecomunicações, teleatendimento e call center
- Serviços funerários
Anna Gabriela Costa, Camille Couto e Jaqueline Frizon, da CNN, em São Paulo e no Rio de Janeiro
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