A pandemia da
Covid-19 trouxe ao Brasil uma grave crise sanitária, econômica e social. Em Rio
das Ostras, é possível identificar um aumento significativo de pessoas
utilizando a rua como fonte de renda, em especial crianças e adolescentes. Por
onde se anda, é possível encontrar menores de 16 anos vendendo balas e pedindo
dinheiro em locais públicos e sinais de trânsito.
Rio das Ostras promove ação no combate ao
trabalho infantil. Foto: Divulgação
Para ajudar no
combate ao trabalho infantil, a Prefeitura, por meio da equipe de abordagem
social, intensificou suas ações com foco para identificação de crianças e
adolescentes em situação de trabalho infantil.
As ações
acontecem por meio do Serviço Especializado de Abordagem Social do Centro de
Referência Especializado de Assistência Social – CREAS. O objetivo desta ação é
identificar, acompanhar e realizar intervenções através da busca ativa,
mapeamento e diagnóstico das situações de vulnerabilidade e risco social,
visando o enfrentamento para a superação das violações de direitos vivenciadas
no território.
No Brasil, o
trabalho é proibido para quem ainda não completou 16 anos. Foram identificadas
duas características de adultos que induzem ou permitem o trabalho infantil: os
que exploram crianças e adolescentes em situações parecidas à escravidão e de
pais e responsáveis que induzem por falta de alternativa. Algumas vezes, os
adultos estão envolvidos em alcoolismo, drogadição, indolência, desemprego, entre
outros.
A equipe de
abordagem social identifica que o trabalho infantil no município, se dá com a
exploração da imagem das crianças, bem como com a sua exposição nos sinais das
vias públicas, com seus respectivos responsáveis, vendendo doces ou pedindo
esmolas no intuito de sensibilizar as pessoas.
Como
desdobramentos dessa ação temos a identificação do núcleo familiar, que na
maioria das vezes, diz ser de municípios vizinhos. Quando são munícipes recebem
solicitação de comparecimento para atendimento particularizado no Creas e seus
desdobramento para rede de proteção do Sistema de Garantia de Direitos.
Para Giselly
Leão, diretora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, as
consequências do trabalho infantil na vida das crianças e adolescente são
inúmeras. “Além de muitas vezes reproduzir o ciclo de pobreza da família, o
trabalho infantil prejudica a aprendizagem da criança, quando não a tira da
escola e a torna vulnerável em diversos aspectos, incluindo a saúde, exposição
à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes, entre
outros”, contou.
Segundo
especialistas, a vivência plena da infância é essencial para o desenvolvimento
físico, cognitivo, emocional e social das crianças, impactando diretamente na
construção de uma vida adulta saudável. O que acontece nesta etapa do
desenvolvimento pode gerar traumas irreversíveis.
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!