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Alta nos preços
pode facilitar a venda de combustíveis por preços abusivos
Em função das
seguidas altas no preço dos combustíveis, o Procon de São Pedro da Aldeia
orienta os consumidores sobre os cuidados que devem ser tomados durante o
abastecimento de veículos. O coordenador do órgão aldeense, Marcio Lisboa,
alerta sobre os direitos que podem ser exigidos no ato da compra.
“É importante
lembrar que o preço do produto precisa ser exibido claramente pelo posto. Não
pode constar um valor nas placas e outro nas bombas, mesmo que ele tenha sido
alterado há pouco. O consumidor também tem direito de ser informado sobre qual
combustível é mais vantajoso, por exemplo, entre etanol e gasolina, e é
irregular a limitação da compra”, explicou.
A Agência
Nacional de Petróleo (ANP) possui a Resolução Nº 9, de 9 de 2007, (Art.8, itens
3 e 4) que assegura o direito do consumidor solicitar, a qualquer momento,
testes de qualidade e de quantidade do combustível. Com o uso de um galão, o
estabelecimento pode demonstrar que a quantidade marcada na bomba é a mesma depositada
no recipiente. A diferença permitida é de 60 ml para menos e 100 ml para
mais. Para o teste de qualidade, uma proveta precisa ser utilizada para
verificar o percentual de álcool misturado à gasolina, que deve estar em torno
de 27%.
Outro direito
do consumidor é ter acesso, claro, à origem do combustível. Para isso, o nome
da distribuidora deve aparecer de forma clara nas bombas. A nota fiscal, que
contém informações mais detalhadas sobre as taxas que compõem o valor final do
combustível, também pode ser exigida. Nela o consumidor poderá verificar o
valor do frete do produto, dependendo do posto; do ICMS; valor do PIS/PASEP e
da Cofins e o valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE
Combustíveis.
O Procon
orienta os moradores a denunciar as irregularidades por meio dos
telefones (22) 2627-6086, que funciona como Whatsapp, ou por ligação
através do número (22) 2321-0848. Também é possível obter informações
presencialmente na sede do órgão, localizada na Rua Hermógenes Freire da Costa,
nº 136, no Centro, atrás do Fórum.
Fiscalizações
A fiscalização
dos estabelecimentos é realizada em parceria com a Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A medida visa verificar se há
prática abusiva por parte dos postos, já que a variação nos valores facilita a
venda dos produtos por preços não correspondentes.
Durante as
operações, a nota fiscal de compra das mercadorias é analisada, assim como os
cupons de saída. A prática abusiva é constatada quando o estabelecimento compra
o produto por um preço inferior, estoca, e repassa ao consumidor já com o valor
correspondente ao aumento das refinarias, mesmo que o tenha adquirido pelo
valor antigo.
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