
Ex-presidente Lula responde perguntas de jornalistas.
Foto: CNN (10.mar.2021)
Colegiado
formado pelos 11 ministros da Corte decidirá se mantém ou não a decisão do
ministro Edson Fachin
A decisão do
ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular
as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela
Operação Lava Jato em Curitiba vai ser levada a Plenário no dia 14 de abril.
Foram incluídos
juntos como o primeiro item da pauta dessa data os recursos apresentados pela
PGR e pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão de Fachin, que anulou
as condenações e determinou a transferência dos processos do PR para o DF.
Em 8 de março,
o ministro do STF decidiu anular as condenações impostas a Lula alegando a
incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar os casos envolvendo o
ex-presidente na Lava Jato.
Na terminologia
jurídica, "incompetência" significa dizer que a justiça paranaense
não era o foro adequado para julgar o ex-presidente.
Na prática,
isso significa que o então juiz Sergio Moro não deveria ter analisado os casos.
Edson Fachin afirma ter seguido um precedente da Segunda Turma do STF, que
retirou de Curitiba os casos da Lava Jato que não tinham conexão expressa com a
Petrobras. O ministro enviou as ações para a Justiça de Brasília.
O julgamento do
dia 14 não tem relação com outra decisão recente do Supremo Tribunal Federal,
quando a Segunda Turma considerou Moro suspeito para julgar o ex-presidente.
Nesse caso, a "suspeição" significa dizer que o ex-juiz não seria
imparcial, portanto, teria julgado Lula de um ponto de vista tendencioso.
Gabriela
Coelho, da CNN, em Brasília
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