O senador Jorge
Kajuru, do Cidadania-GO, afirmou, em entrevista à Revista Oeste, que os
parlamentares da Casa contrários ao processo de impeachment do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, provavelmente, serão
punidos nas urnas, em 2022. Kajuru entregou, na sexta-feira (26), ao presidente
do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedido de afastamento do integrante da
Corte. Anexado ao documento, estava um abaixo-assinado com quase três milhões
de assinaturas.
Foto: Arquivo/Agência Senado
“Nunca um
pedido de impeachment foi apresentado com um abaixo-assinado. O parlamentar que
votar contra o impeachment dele poderá ter vários ‘nãos’ nas urnas”, avisou o
senador.
Apesar de ter
formalizado o pedido junto ao Senado, Kajuru fez uma sincera avaliação se os
integrantes da Casa vão, realmente, dar o justo prosseguimento ao processo.
“Se os
senadores vão entender que a gente faria a história, pela primeira vez, no
Brasil, aprovando o impeachment de alguém tão desrespeitado pela sociedade
brasileira e que essa decisão tomada daria ao Senado uma outra imagem perante o
Brasil. Daria o que o Senado não tem até hoje: credibilidade. E,
principalmente, passaria a ter o Supremo Tribunal Federal mais respeito com os
senadores... Hoje, o STF olha para o Senado e vê os 81 senadores como medrosos,
como se todos tivessem rabo preso”, afirma.
O pedido de
impeachment de Alexandre de Moraes é baseado na atuação desastrosa dele como
Secretário de Segurança Pública de São Paulo, como Ministro da Justiça de
Michel Temer e, mais recentemente, pelas decisões monocráticas tomadas como
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Ele (Moraes)
não se acha Deus. Ele tem certeza. Achar que ele poderia fechar veículos de
comunicação, como ele tentou fechar. E desrespeitar a Constituição como ele
desrespeitou. Primeiro, ao votar pela reeleição dos presidentes da Câmara e do
Senado, como ele votou e, depois, desrespeitou o artigo 53, que é o direito inviolável
à liberdade de expressão dos parlamentares”, destacou alguns pontos.
Na ocasião, o
senador afirmou que, “se a eleição (presidencial) fosse hoje, Bolsonaro estaria
eleito.
“...Se tivesse
eleição, hoje, o favorito é o Bolsonaro porque não tem adversário.... O Lula
ainda não tem aceitação total. O Lula tem que reconstruir a situação dele para
voltar a ter aqueles 30% garantidos que ele tinha. Hoje não tem mais do que
20%”, disparou.
E completou:
“Ele ainda tem
que provar que é honesto para muita gente no Brasil que era apaixonada por ele
e que mudou de opinião. O partido dele vai mal. Em termos de credibilidade, o
partido dele hoje está lá na zona do rebaixamento”, ironizou.
Sobre a atuação
do Governo Bolsonaro, ele disse:
“O presidente
tem que calar a boca da imprensa mostrando um trabalho reconhecido por todo o
Brasil. Esse trabalho ele ainda não mostrou. Por isso, ele ainda não calou a
imprensa. Em vez de brigar com a imprensa, o melhor é calar a imprensa com
atitudes”, sugeriu.
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