O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro lidera a mobilização
O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems RJ), vem trabalhando incansavelmente no apoio aos gestores de saúde fluminenses, que sofrem diretamente os impactos do agravamento da situação da pandemia de Covid-19 no Estado. Na defesa pela vida e na busca de uma saúde pública de qualidade, a entidade tem se posicionado em relação a temas que incluem medidas restritivas de circulação de pessoas, a falta de leitos, o investimento para ampliação de testagem e a compra de vacinas pelos municípios.
”Defendemos a
imediata adoção de medidas restritivas de circulação de pessoas como estratégia
de prevenção e contenção da transmissão da doença no estado. Vivemos o momento
mais grave da pandemia no Brasil, com o vírus circulando sem restrições,
crescimento de mutações e o surgimento de novas cepas, mais infecciosas e com
maior potencial de transmissão”, reforça o presidente do Cosems RJ, Rodrigo
Oliveira. Segundo ele, que é secretário municipal de saúde de Niterói, o
distanciamento social é a principal medida para achatar a curva de propagação e
de prevenção adequada, pois reduz drasticamente o contato físico, evitando
aglomeração de pessoas. “Precisamos garantir o funcionamento dos serviços
essenciais e a implementação de fiscalização rigorosa das ações restritivas”,
declara.
No dia 22 de março, Rodrigo Oliveira, participou da coletiva que anunciou as medidas restritivas para os próximos 10 dias no Rio de Janeiro e Niterói, ao lado do secretário Daniel Soranz, do prefeito de Niterói, Axel Grael, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Além das medidas restritivas, o Conselho vem debatendo e dialogando com a Secretaria de Estado de Saúde (SES RJ), a habilitação e disponibilização de leitos para Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro. Em reunião com o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, e sua equipe, em 17 de março, foi analisada a situação de leitos exclusivos para tratamento da doença. O Cosems RJ demonstrou preocupação com o aumento da taxa de ocupação, que em algumas regiões já chegaram a 100%. O estado apresentou algumas propostas para os dias subsequentes, como o aumento de leitos (em torno de 50), chamamento público para contratação de leitos privados e localização e conferência de todo processo de regulação. “É fundamental que as secretarias municipais forneçam informações corretas e precisas para que o estado possa gerir esses leitos. A saída para essa crise precisa ser conjunta, com articulação e cooperação entre municípios e estado, ao lado da ciência. E o Cosems RJ está atuando nessa missão”, esclarece Rodrigo.
Além da ampliação de leitos, o Cosems RJ também defende a ampliação de testagem e permanente vigilância epidemiológica, ações de saúde respaldadas e validadas por experiências mundiais e estudos científicos, e vacinação para todos.
Sobre a aquisição de vacinas, o Conselho defende que o governo federal é o ente responsável, de acordo com as normas do Programa Nacional de Imunização (PNI), e reafirma o direito de VACINA PARA TODOS! “Porém, vivenciamos hoje a existência de um PNI fraco, omisso no seu papel estratégico, sem coordenação nacional pelo Ministério da Saúde na sua inércia e falta de responsabilidade sanitária frente ao cenário da pandemia de Covid 19”, avalia Rodrigo Oliveira. Neste conturbado contexto, o Conselho apoia a iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e entende que a ação não rivaliza e nem se sobrepõe às iniciativas do governo federal e sim, somam como uma possibilidade de compra de vacinas de forma coletiva, tanto pelo ganho em escala, como para evitar uma competição federativa.
Para além, o Cosems RJ segue aderindo a movimentos da sociedade civil e do conjunto de instituições na defesa da vida, como o movimento “Rio pela Vida - Mobilização para vencer Covid-19” (http://riopelavida.com.br) e trabalhando sempre pelo aumento da consciência sanitária da população e reforçando os laços de solidariedade entre toda sociedade para minimizar a gravidade dessa crise que a gente está vivendo.

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