
Novo auxílio começa a ser pago em abril.
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Parlamentares
protocolam emendas que visam aumentar valor do benefício, recriado em 2021 com
quatro parcelas de até R$ 375
Cresce pressão
no Congresso Nacional para elevar para R$ 600 a nova rodada de auxílio emergencial, benefício dado a milhões
de brasileiros que ficaram sem verbas em função da pandemia de
covid-19. De acordo com a medida provisória editada pelo presidente
Jair Bolsonaro, o valor é de até R$ 375, mas parlamentares tentam elevar o
valor apresentando emendas ao texto.
O texto que
abre caminho para o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial foi assinado pelo
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quinta-feira
(18). O benefício será dado durante quatro meses e atingirá 40 milhões de
brasileiros – em 2020, o programa alcançou 67,9 milhões.
Desde que a
medida chegou no Congresso, emendas para aumentar o valor já foram
protocoladas. Entre os autores, estão José Nelto (Podemos-GO), Elias Vaz
(PSB-GO) e José Guimarães (PT-CE).
O texto de
Nelto, por exemplo, restabelece o valor inicial (R$ 600) e recria o benefício
até o fim da pandemia de covid-19 no país. O vice-líder do Podemos na
Câmara criticou a atual quantia do auxílio, que considera pouco se considerada
a acelaração da inflação no país.
Nelto argumenta
que sem vacinas, o auxílio emergencial se tornou a mais importante medida
econômica para manter as pessoas em casa com alguma condição de sobreviver ao
vírus e à fome. "O auxílio emergencial é o meio que a continuidade dos pagamentos
vai favorecer as medidas de lockdown necessárias neste momento para evitar mais
mortes em decorrência da covid-19", afirmou.
O presidente da
Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o presidente do Senado Federal,
Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o Palácio do Planalto articulam para deixar a MP do
auxílio emergencial caducar, isso porque, caso seja votada, há o risco de o
valor aumentar, justamente na votação dessas emendas apresentadas.
Por se tratar
de MP, a medida tem 120 dias para ser votada, mas como entra em vigor na data
da publicação, ela perderá a validade depois que os pagamentos da nova rodada
do auxílio emergencial já tiverem sido feitos, sem, portanto, prejuízo ao que
já foi anunciado.
Além disso, ao
deixar a MP caducar, os presidentes das duas Casas Legislativas e o Planalto
não precisam lidar com a retomada de discussão sobre o teto. Em função da
aprovação da PEC Emergencial, ficou estabelecida uma reserva de R$ 44 bilhões
para o auxílio, fora do teto. Se o Congresso elevar o valor de benefício, terá
que promover cortes em outras áreas, pois o que exceder os R$ 44 bilhões
precisa estar dentro do teto de gastos.
Mariana
Londres, de Brasília, e Plínio Aguiar, do R7
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