Após o ministro Paulo Guedes admitir publicamente a volta do auxílio emergencial, na semana passada, a equipe econômica já prepara mudanças para uma nova rodada de pagamento do benefício.
Entre as
alterações planejadas por integrantes do Ministério da Economia, está a mudança
no nome do auxílio e a redução tanto do valor a ser pago quanto do número de
beneficiados.
Segundo fontes
da equipe econômica ouvidas pela CNN, uma das ideias é que o auxílio
emergencial passe a se chamar “Bônus de Inclusão Produtiva”, já apelidado nos
bastidores de “BIP”.
A ideia é
reduzir o valor do benefício para R$ 200, montante menor do que os R$ 300 pagos
nas últimas três parcelas encerradas em dezembro e do que os R$ 600 pagos no
começo da pandemia.
A equipe de
Guedes também vai propor restringir o pagamento do benefício a cerca de 30
milhões de brasileiros, metade dos 64 milhões que receberam o auxílio nas
primeiras rodadas.
Para isso,
contudo, a proposta da equipe econômica é incluir mais brasileiros no Bolsa
Família, que deve ter o benefício médio aumentado dos atuais R$ 190 para pouco
mais de R$ 200.
Cláusula de
calamidade
Para a nova
rodada do auxílio emergencial, Guedes quer que o Congresso aprove antes uma
“cláusula de calamidade” junto à chamada PEC do Pacto Federativo, para permitir
que as despesas fiquem fora do teto de gastos.
O ministro da
Economia fez questão de ponderar esse pedido nas conversas que teve na semana
passada com os novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado,
Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Com o fim da
validade da “PEC de Guerra”, aprovada em 2020 para autorizar gastos fora da
regra do teto, Guedes quer aprovar uma nova salva guarda, para evitar
questionamentos jurídicos ao governo.
Por Igor
Gadelha, CNN

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