
Wojtek RADWANSKI / AFP
Uma nova lei
que proíbe o aborto eugênico entrou em vigor nesta quarta-feira (27) na
Polônia, informou o governo polonês.
O aborto
eugênico condiz com o aborto feito nos casos em que há suspeita de que a
criança possa vir a nascer com defeitos físicos, mentais ou anomalias,
implicando em uma técnica artificial de seleção do ser humano.
Como noticiado pelo Conexão Política em outubro de 2020, o
Tribunal Constitucional decidiu há três meses que o aborto não seria mais
permitido em caso de anormalidades graves no feto. Essa decisão agora se tornou
oficial. Apenas dois juízes do
tribunal de 13 membros não apoiaram a decisão da maioria.
Pesquisas dentro do país revelaram que há forte
apoio a medidas pró-vida no país. Uma pesquisa
da CBOS revelou que 75% dos poloneses pensam que o aborto é “sempre
errado e nunca pode ser justificado”. Enquanto isso, apenas 7% achavam que não
havia “nada de errado com isso e sempre poderia ser justificado”.
O aborto foi imposto à Polônia pelo regime
comunista após a 2ª Guerra Mundial. Quando esse regime entrou em colapso na
década de 1980, leis pró-vida que protegiam a vida humana logo foram
introduzidas no país.
Em 2020, 1.100
abortos foram realizados em hospitais poloneses. O aborto eugênico de nascituros deficientes representa
atualmente mais de 97% dos abortos realizados na Polônia.
A Polônia tem sido um dos poucos países da Europa
a defender a vida no ventre. O país com 38 milhões de habitantes possui uma das
leis mais pró-vida da Europa. O aborto agora só é permitido se o parto for uma
ameaça à saúde da mãe ou se a gravidez for resultado de incesto ou estupro.
Por Thaís Garcia
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