Por meio de um relatório publicado na segunda-feira, 14 de dezembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, Países Baixos, declarou que foram cometidos crimes contra a humanidade na Venezuela, pelos quais decidirá iniciar uma investigação formal contra o regime socialista de Nicolás Maduro em 2021.
O TPI afirma
que as conclusões “fornecem uma base razoável para acreditar que, pelo menos
desde abril de 2017, autoridades civis, membros das forças armadas e indivíduos
a favor do Governo cometeram crimes contra a humanidade de prisão ou outras
privações graves de liberdade física em violação das normas fundamentais do
direito internacional”.
O Tribunal
Penal Internacional aponta que o PNB, SEBIN, DGCIM, GNB, FANB, CONAS e CICPC
são diretamente responsáveis pelos crimes previstos nas normas fundamentais
do direito internacional nos termos e) do parágrafo 1 do artigo 7; tortura, de
acordo com f) o parágrafo 1 do artigo 7; estupro e/ou outras formas de
violência sexual de gravidade comparável, nos termos do g) parágrafo parágrafo
1 do artigo 7; e perseguição de um grupo ou comunidade com identidade própria
por motivos políticos, de acordo com h) o parágrafo 1 do artigo 7 do Estatuto
de Roma”, segundo o comunicado.
“As informações
à disposição do Ministério Público fornecem uma base razoável para acreditar
que os membros das forças de segurança presumivelmente responsáveis pela
prática material desses supostos crimes incluem: a Polícia Nacional Bolivariana
(“PNB”), o Serviço de Inteligência Bolivariano Nacional (“SEBIN”), a
Direção-Geral de Contrainteligência Militar (“DGCIM”), a Força de Ações
Especiais (“FAES”), o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais
(“CICPC”), a Guarda Nacional Bolivariana ( “GNB”), o Comando Nacional
Anti-Extorsão e Sequestros (“CONAS”) e algumas outras unidades das Forças
Armadas Nacionais Bolivarianas (“FANB”) ”, diz o comunicado.
O comunicado
fala também da reunião na sede do Tribunal de Haia de Fatou Bensouda
(procuradora-chefe da Corte Penal Internacional e ex-ministra da Justiça de
Gâmbia) com o procurador-geral chavista, Tarek William Saab, e o ouvidor
(ombudsman) a serviço do regime de Maduro, Alfredo Ruiz.
“A reunião
proporcionou uma oportunidade de intercâmbio com a delegação sobre uma série de
aspectos relacionados com o processo de exame preliminar e procurou obter
informações sobre os procedimentos nacionais relevantes e sua conformidade com
os requisitos do Estatuto de Roma. A delegação venezuelana assegurou que está
disposta a cooperar com os trabalhos da Promotoria no âmbito do Estatuto de
Roma”, diz o comunicado.
Após a
conclusão do Tribunal Penal Internacional sobre os crimes contra a humanidade
cometidos na Venezuela, o tribunal antecipa o exame preliminar para determinar
se há uma base razoável para prosseguir com uma investigação durante o primeiro
semestre de 2021.
Por Thaís Garcia

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