
Indicação havia sido aprovada por comissão na Casa.
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Nome de Fabio
Mendes Marzano para o cargo de delegado permanente do Brasil em Genebra foi
rejeitado por 37 parlamentares
O Senado rejeitou, nesta terça-feira (15), a indicação do diplomata Fabio Mendes Marzano para o cargo de delegado permanente do Brasil em Genebra, em votação com placar de 37 votos contrários e 9 favoráveis, além de uma abstenção.
Marzano, que é
formado pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), ocupa atualmente o cargo de
secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania do Itamaraty, tendo
servido nas embaixadas da Espanha, do Peru, da Venezuela e dos Estados Unidos e
na Delegação do Brasil junto à Unesco, além de ter sido chefe da Assessoria de
Assuntos Internacionais do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a Agência
Senado.
O diplomata
fora aprovado para o cargo em Genebra em sabatina na Comissão de Relações
Exteriores do Senado, mas acabou sendo rejeitado na votação
realizada no plenário da Casa.
Durante a
sabatina, Marzano fora questionado pela senadora Kátia Abreu (PP-TO) sobre seu
posicionamento quanto ao Acordo Mercosul-União Europeia e até que ponto a
questão ambiental interfere como barreira criada pelos produtores rurais da
Europa para que o tratado não ocorra, mas não respondeu.
A senadora
protestou, dizendo que o fato de um indicado a embaixador em Genebra se recusar
a comentar os temas apontados pelos senadores é "lamentável e envergonha o
Itamaraty, o Senado e o Brasil”. A senadora acrescentou que o Itamaraty está
virando “uma casa dos terrores”, onde os embaixadores estão impedidos de
expressar suas opiniões.
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