
Imagem: Rede Amazônia
As recentes
manifestações populares contra o fechamento do comércio e de outras atividades
são simbólicas.
Em Búzios/RJ, o
alvo foi a canetada advinda do Poder Judiciário, que neste país parece estar acima
da lei – e mesmo do bom senso. Já em Manaus/AM e em Juiz de Fora/MG, o
Executivo nas esferas abaixo do Governo Federal sentiu o clamor de um povo
cansado.
Cansado do quê,
afinal? Bom, o teor das manifestações fala por si. O povo está cansado de ficar
em casa enquanto seus empregos vão para o ralo.
Está cansado de
usar máscara obrigatoriamente enquanto João Doria vai para Miami depois de
fechar São Paulo e não fazer uso da tão falada máscara de proteção,
conforme imagem divulgada
nas redes sociais.
O povo está
cansado de não ter a menor perspectiva de melhora para o futuro.
Em suma, está
cansado desta tirania com roupagem humanista.
O ‘’Fique em
Casa’’ é o lema dos amantes do caos.
Se dependesse
deles, o coronavírus duraria até o fim dos tempos – junto com as restrições
impostas pelos seus idolatrados políticos.
A população,
segundo eles, deve calar a boca e não contestar nada, pois isso é coisa de
“terraplanista anticientífico”. De que vale a opinião de inúmeros especialistas
contrários ao lockdown e ao uso obrigatório da máscara se ela
não é reverberada por “Veras Magalhães” da grande mídia?
Mas se você é
um teimoso incurável e acredita no que está diante dos seus próprios olhos – ao
inferno Groucho Marx –, você merece perder seu emprego, como merecia Hélio
Beltrão ao ser favorável ao uso da hidroxicloroquina no tratamento do
coronavírus. Você merece ser censurado, como inúmeros jornalistas e
influenciadores da direita foram ao defenderem ideias consideradas “fora do
consenso”.
A minha
impressão pessoal é de estarmos lutando contra duas pandemias: a do coronavírus
e a da vigarice. Uma mata, a outra imbeciliza irreversivelmente.
Considere os
dados de mortes e casos por milhão de habitantes. Há nas primeiras posições uma
variedade de países que empreenderam o lockdown e a obrigatoriedade
do uso da máscara, e há outros que não fizeram nada disso.
A conclusão
óbvia é a ineficácia dessas medidas. Diversos especialistas têm alertado que o
isolamento apenas resultou em milhões na extrema pobreza.
Vale mesmo
insistir no erro por mero capricho dos autointitulados humanistas que estão no
poder? Nossas vidas não são brinquedos para a satisfação egocêntrica de
tiranetes.
Há no Brasil
inúmeras forças que querem nos deixar mofando em casa ad
infinitum. De prefeitos a magistrados, a vontade de destruir as nossas
vidas em nome da ciência – ou mesmo da pseudociência – é patente e óbvia demais
para ser negada. Nesse empreendimento megalomaníaco, o povo tem de dançar
conforme a música, e se não obedecer de bom grado vai ter a formidável visita
da polícia, demonstrando quem é que manda nessa frescura.
Mas paciência
tem limite. A do povo brasileiro acabou faz tempo. Os manifestantes das três
cidades anteriormente citadas deram a mostra do que pode acontecer se os donos
do poder não os obedecer.
Por Carlos Júnior
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