
Valter Campanato | Agência Brasil
A viúva de
Gustavo Bebianno, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da
República do governo de Jair Bolsonaro, foi ouvida por investigadores do
Ministério Público e da Polícia Federal.
O depoimento
faz parte do âmbito das investigações sobre um suposto esquema de disparos de
WhatsApp na campanha de 2018.
Renata
Bebianno, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, afirmou ter destruído
o último celular do marido.
Ela disse que
não realizou nenhum tipo de pesquisas no aparelho telefônico, mas, segundo a
coluna, não convenceu os investigadores.
Bebiano foi
demitido no auge da polêmica do ‘laranjal do PSL’ — que se desdobrou em uma
investigação sobre sobre o esquema de candidaturas falsas do partido.
Acusações
No dia 1 de
janeiro de 2019, sem citar diretamente o nome do ex-ministro, mas dando todas
as indicações que a ele se referia, Jair Bolsonaro disse em entrevista à VEJA
que Gustavo Bebiano era suspeito de ter participado do atentado à faca que por
pouco não o matou.
“O meu
sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem
estava do meu lado e 10% de outros interesses”, afirmou Bolsonaro.
“Tinha uma
pessoa do meu lado que queria ser vice”, prosseguiu.
E completou:
“O cara
detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão
às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição da chapa. Se ele não
tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Eu passei a valer alguns milhões
deitado.”
Infarto
No dia 14 março
deste ano, Gustavo Bebianno aos 56 anos, vítima de um infarto em seu sítio, em
Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.
Ele chegou a
ser socorrido para um hospital da cidade, mas não resistiu.
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