
O seguro obrigatório não será cobrado de motoristas
em 2021. ANA LEAL/O FOTOGRÁFICO.
17/01/2020
Ministro do
TCU também determinou nesta terça que a Susep obrigue a Líder a continuar
operando o seguro obrigatório para viabilizar repasses
A Susep está
envidando os melhores esforços para viabilizar a contratação de pessoa
jurídica, já na primeira semana de janeiro de 2021, com capacidade técnica e
operacional para assumir o DPVAT, garantindo as indenizações previstas em lei
para a população brasileira", afirmou o conselho em nota.
O DPVAT é pago
anualmente por todos os proprietários de veículos (incluindo motos), desde
passeio até coletivos. Ele é usado para indenizar vítimas de acidentes em casos
de morte e invalidez permanente e também no reembolso de despesas médicas. O
prêmio só é pago se a vítima, seu dependente ou representante legal solicitá-lo
junto a uma seguradora autorizada a trabalhar com o DPVAT.
Nesta
terça-feira, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro,
em medida cautelar, determinou à Susep e ao CNSP que adotem as providências
necessárias para assegurar a continuidade da operacionalização do DPVAT, sem
qualquer interrupção, com a manutenção, se for o caso, da Seguradora Líder na
gestão da operação, em caráter excepcional de transição.
Em 24 de
novembro deste ano, as seguradoras consorciadas aprovaram a dissolução do
Consórcio DPVAT, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2021. A partir desta
data, a Seguradora Líder não poderá operar o Seguro DPVAT em nome das
consorciadas, mas tão somente administrar ativos, passivos e negócios do
Consórcio realizados até 31 de dezembro de 2020.
Com isso, a
partir de janeiro de 2021 toda a frota de veículos automotores do país passaria
a estar irregular junto aos departamentos estaduais de trânsito (Detran), uma
vez que a lei estabelece que todos os proprietários de veículos devem pagar o
seguro DPVAT para estar em dia com sua documentação.
Além disso,
toda a população poderá ficar desprotegida da cobertura do seguro. De acordo
com o ministro, a dissolução do Consórcio impactará “não somente a regularidade
da frota nacional de veículos, mas principalmente a população em geral, formada
por potenciais beneficiários da cobertura do seguro a partir de 1º/1/2021,
trazendo também insegurança jurídica”.
Para Carreiro,
também é urgente e necessário encontrar uma solução operacional de curto prazo
para que a sociedade permaneça adequadamente atendida e que os recursos
acumulados em excesso na operação DPVAT, da ordem de R$ 4,2 bilhões, continuem
sendo a ela devolvidos.
Na decisão,
também foram requeridas informações atualizadas acerca das ações de cobrança do
valor de R$ 2,25 bilhões decorrente de despesas consideradas irregulares
realizadas pela Seguradora Líder com recursos do Seguro DPVAT.
Polêmica
Desde 2019, o
seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores de Vias Terrestres) tem
enfrentado polêmicas. O presidente Jair Bolsonaro tentour extinguir o seguro. A
justificativa seria o custo elevado de regulação e supervisão do uso do seguro.
Mas o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pela continuidade da
cobrança.
Do R7
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