
Pacientes são retirados do Hospital Federal de Bonsucesso
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Segundo
Ministério da Saúde, 179 pacientes já foram remanejados, 37 receberam alta e
outros três morreram
Rio - Onze
pacientes ainda aguardam transferência para outras unidades de saúde após o
incêndio que atingiu o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), Zona
Norte do Rio, nesta terça-feira. De acordo com o Ministério da Saúde,
outros 179 pacientes já foram remanejados, 37 receberam alta e outros três
morreram.
A terceira
vítima foi identificada na manhã desta quarta-feira. Marcos Paulo Luiz, de
39 anos, estava internado no hospital com pneumonia. Também faleceu uma
senhora de 83 anos, que não teve a identidade revelada, que estava internada
com covid-19 e em estado grave no CTI coronariano. Mais cedo, Núbia da Silva
Rodrigues, 42 anos, também paciente da doença, morreu durante o processo de
transferência para outro hospital.
Os pacientes
transferidos foram levados para unidades estaduais, municipais e federais. Para
a rede municipal, eles foram remanejados para os hospitais: Albert Schweitzer,
Maternidade Leila Diniz, Maternidade Carmela Dutra, Hospital da Mulher Mariska
Ribeiro, CER Leblon, Souza Aguiar, Evandro Freire, Maternidade Fernando
Magalhães, Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, Ronaldo Gazolla e
Hospital de Campanha Rio Centro.
Já na rede
estadual, há nove pacientes no Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), quatro
para o Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), dois para o Hospital Estadual
Anchieta (HEAN) e dois para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de
Castro (IECAC). Há ainda um paciente no Hospital Federal do Fundão.
Todos
os pacientes serão transferidos. Segundo a assessoria do HFB, a
recomendação para a transferência de todos os pacientes partiu do Corpo de
Bombeiros, por conta do volume de fumaça, cheiro forte e da combustão ainda não
controlada. Outra questão, é que o subsolo, onde o incêndio começou, é
interligado aos outros seis prédios, podendo apresentar riscos aos pacientes.
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Bombeiros ainda
trabalham no rescaldo
Quase 24 horas
após o incêndio que atingiu o Hospital Federal de Bonsucesso, os
bombeiros ainda atuam no trabalho de rescaldo na manhã desta quarta-feira.
A fumaça do local ainda pode ser vista por moradores de vários bairros.
No pátio do
hospital, foram montadas tendas para facilitar o trabalho das equipes. O fogo
começou no subsolo da unidade de saúde, onde está localizado o almoxarifado, na
manhã desta terça-feira. A causa do incêndio ainda é desconhecida. A Polícia
Federal instaurou um inquérito para apurar as causas.
Para
especialista, incêndios de Bonsucesso e Badim têm similaridades
Em agosto de
2019, o incêndio de grandes proporções no Hospital Badim, na Tijuca, trouxe
profunda dor e aflição para familiares e pacientes, deixando 23 mortos. Mais de
um ano depois, a comoção em escala nacional retorna com o incêndio no Hospital
Federal de Bonsucesso, referência para o tratamento da covid-19, que deixou
dois mortos, segundo a última atualização. As tragédias, separadas pelo tempo,
possuem muitas similaridades, segundo especialista em prevenção e combate a
incêndios.
Wesley Pinheiro conta que os dois incêndios começaram no subsolo onde, em
estruturas prediais mais antigas, estão localizados geradores de energia e almoxarifados,
uma combinação muito volátil quando não há a devida proteção. Apesar do alarme
referente às chamas, o treinador de brigadas de incêndio alerta para o
principal perigo: a fumaça.
"Quando a fumaça sai da cobertura de um prédio, o calor não atinge os
andares inferiores, mas, de baixo para cima, tem tudo para dar errado porque
ela sobe com velocidade, elimina a fissão, causa queimaduras. Pelas
estatísticas NSTA, órgão dos Estados Unidos, 80% da causa de morte de pessoas
em incêndios é a fumaça", destaca.
Somando-se ao
alarde da fumaça, o Hospital de Bonsucesso ainda não tem o documento de
vistoria do Corpo de Bombeiros, e para Wesley, isso significa um sinal de
portas interditadas. "Primeiro, tem que ser emitido o certificado de
aprovação, o CA. Uma edificação sem isso não era para estar funcionando, não
tem fiscalização", afirma. Ainda segundo ele, a corporação poderia ter
sido mais incisiva no pedido de fechamento do hospital.
POR O DIA
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