
Foto: Nelson Jr./SCO/STF (03/03/2020)
Ministro disse
que pode reavaliar o caso após manifestações da Presidência, Advocacia-Geral da
União e Procuradoria-Geral da República
O ministro
Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido do PTB
(Partido Trabalhista Brasileiro) para realizar uma audiência sobre compra e
obrigatoriedade de vacinação contra covid-19 no País.
Ao indeferir a
liminar, o ministro destacou que poderá reavaliar o caso após manifestações da
Presidência da República, AGU (Advocacia-Geral da União) e PGR
(Procuradoria-Geral da República).
Aliado ao
governo federal, o PTB apresentou ação no Supremo contra decreto assinado pelo
presidente Jair Bolsonaro em fevereiro deste ano que prevê a realização de
vacinação como uma das medidas compulsórias de combate à covid-19. O
trecho passou a ser questionado por bolsonaristas sob alegação de que
supostamente viola a "liberdade individual" da população.
A ação do PTB
deverá ser analisada no plenário da Corte junto de outros três processos sobre
o mesmo tema, mas que tem pedidos opostos. Todos são relatados por Lewandowski.
Em um deles, assinado pelo PCdoB, PT, PSOL, PSB e Cidadania, é solicitado ao
STF que impeça Bolsonaro e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de
praticar qualquer ato que dificulte a continuidade de pesquisas sobre a vacina.
O processo foi
movido após Bolsonaro
desautorizar Pazuello em relação à aquisição de 46 milhões de doses da
Coronavac, vacina produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o
Instituto Butantã. Apesar de ter dado aval para a medida, a proposta de compra
desagradou a militância virtual do presidente, que voltou atrás no acordo.
Outra ação foi
apresentada pela Rede Sustentabilidade, que quer obrigar o governo federal a
apresentar um plano de vacinação e impedir Bolsonaro de barrar o acordo fechado
pelo Ministério da Saúde para aquisição da Coronavac.
Um terceiro
processo foi ajuizado pelo PDT IPartido Democrático Trabalhista), que pede ao
Supremo que reconheça a competência de Estados e municípios em definirem sobre
a vacinação compulsória da população.
Agência
Estado
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