O governador em exercício e o presidente da Alerj buscam entendimento junto ao ministro Fux para restabelecer negociações entre estados produtores e não produtores de petróleo
O governador em
exercício Cláudio Castro, se reuniu, nesta terça-feira (27/10), em Brasília,
com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, para
solicitar o adiamento do julgamento sobre a constitucionalidade da proposta que
altera a distribuição dos Royalties do petróleo.
Castro solicitou, então, que o STF dê continuidade ao trabalho de mediação
entre os estados produtores e os não produtores de petróleo. O próximo passo
será uma consulta do ministro Fux à relatora da ação, ministra Cármen Lúcia.
- No ano passado, o ministro Dias Toffoli começou um trabalho de conciliação
entre os estados. Por causa da pandemia, esse diálogo acabou não tendo
continuidade. Pedimos que o processo seja levado à Câmara de Conciliação do
Supremo. A expectativa é que se construa um caminho natural, mas a decisão é
exclusiva do presidente e da relatora - afirmou Cláudio Castro.
O Governo Fluminense, alinhado com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro (Alerj), lidera uma ampla mobilização das forças políticas e
econômicas. A ação sugere que o STF adie a votação da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI 4.917), que questiona as novas regras para a
redistribuição dos Royalties do petróleo entre estados e municípios.
Caso a ADI 4.917 seja aprovada, a nova regra pode representar perdas de
aproximadamente R$ 57 bilhões nos próximos cinco anos, o equivalente a Receita
Corrente Líquida anual do Estado. A lei que está suspensa por força de liminar
determina que os recursos compensatórios sejam repartidos também com estados e
municípios sem produção em seu território.
Além de Castro, a comitiva fluminense no STF contou com o presidente da Alerj,
deputado André Ceciliano, e o procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux.

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