Militares
libaneses disseram ter encontrado mais de 4 toneladas de nitrato de amônio
perto do porto de Beirute na quinta-feira (3) – a mesma substância envolvida na
explosão catastrófica no mês passado que matou 191 pessoas, feriu 6.000 e
deixou quase 300 mil libaneses desabrigados.
Os militares
disseram em um comunicado que descobriram 4,35 toneladas de nitrato de amônio
em contêineres em uma instalação perto do porto. O exército disse que
especialistas foram chamados e que estão “lidando com o material”.
Não houve
detalhes sobre de onde a substância veio ou quem a possui. Porém, há anos, já
era de conhecimento da comunidade internacional e
comprovado por fotos aéreas mostradas por alguns líderes europeus em reuniões
da ONU, que o Líbano armazenava “lixo” químico perigoso no porto de Beirute.
Mas as denúncias nunca foram levadas a sério.
Há tempos, o
Hezbollah transformou parte do porto de Beirute em depósitos de produtos químicos usados para fins “militares”,
colocando deliberadamente em perigo as populações civis que vivem nas
redondezas.
Especialistas
franceses e o FBI ainda estão investigando a causa da explosão de 4 de agosto,
quando as 3.000 toneladas de nitrato de amônio foram detonadas em um armazém do
porto.
Nos dias após a
explosão, especialistas italianos e franceses que trabalham no porto disseram
ter encontrado mais de 20 contêineres transportando materiais perigosos no
porto. Posteriormente, os militares libaneses disseram que os contêineres foram
transferidos para locais mais seguros, longe do porto.
Até o momento,
mais de 25 pessoas, a maioria funcionários da alfândega libanesa, foram presos
após a explosão.
Por Thaís Garcia

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