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| Dallagnol é ex-coordenador Lava Jato em Curitiba. Ueslei Marcelino/Reuters - 19.12.2018 |
O CNMP
(Conselho Nacional do Ministério Público) se reúne nesta terça-feira (8), a
partir das 9h, para julgar processos disciplinares contra Deltan Dallagnol,
ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em
Curitiba.
A autorização
para os julgamentos foi
dada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal),
que derrubou a decisão do decano da Corte, ministro Celso de Mello, que travou
o andamento das ações contra Dallagnol.
Para determinar
o andamento das ações, Gilmar indicou o risco de prescrição dos casos, já que
de ambos se encerram na quinta-feira (10), e Celso de Mello só retorna de
licença médica na sexta-feira (11).
Diante da
situação, os procuradores da força-tarefa coordenada por Dallagnol até semana
passada gravaram
um vídeo e emitiram uma nota em defesa do procurador. No documento,
eles afirmam que as ações de Dallagnol “sempre ocorreram "em defesa da
causa anticorrupção e da sociedade".
Em uma das
ações a serem analisadas pelo CNMP, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pede
para que o ex-coordenador da força-tarefa da operação seja punido por manifestações
realizadas nas redes sociais.
A outra
investigação contra Dallagnol, movida pela senadora Kátia Abrel (PP-TO),
questiona o acordo firmado pela Lava Jato Paraná com a Petrobras para destinar
R$ 2,5 bilhões recuperados pela operação e que seriam geridos por uma fundação
dos procuradores.
Para os
procuradores ainda avaliam que "diversas falhas" foram evidenciadas
na tramitação das acusações e dizem que a decisão de Gilmar veda a liberdade de
expressão. “Independentemente do resultado da sessão do CNMP na próxima
terça-feira, seguimos acreditando que todos os membros do MP jamais desanimarão
da virtude ou terão vergonha da honestidade”, destacam os procuradores.
Do R7

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