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| Imagem: Jorge Willima/O Globo |
Mendes disse
que Moro “atuou como parceiro do órgão da acusação na produção de provas”.
A 2ª Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (25), anular a
condenação de um doleiro considerado culpado de envolvimento em um suposto
esquema de fraude do antigo Banco do Estado do Paraná (Banestado).
O processo em
questão havia sido julgado pelo então juiz Sérgio Moro, ex-ministro
da Justiça e Segurança Pública.
STF acatou um
recurso da defesa do doleiro Paulo Roberto Krug, que havia
questionado o fato de Moro ter permitido a tomada de depoimentos referentes à
delação de Alberto Youssef depois das alegações finais da defesa.
Gilmar
Mendes e Ricardo Lewandowski votaram para anular a
sentença de Krug por entenderem que houve atuação parcial de Moro ao permitir a
produção de provas depois das alegações finais da defesa.
“O juiz
ultrapassou o papel de mero homologador e atuou como parceiro do órgão da
acusação na produção de provas que seriam utilizadas como base para a
sentença”, apontou Mendes, segundo o portal UOL.
O julgamento
sugere que Moro pode sofrer futuros reveses no STF em ações da operação “Lava
Jato”, da qual foi juiz em primeira instância, inclusive com possível
anulação das condenações do ex-presidente Lula da Silva (PT).
RENOVA Mídia

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