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| Otoni de Paula teve o sigilo bancário quebrado. Michel Jesus/Câmara dos Deputados |
Alvo de inquérito
do STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado federal Otoni de Paula
(PSC-RJ) afirmou que ministros da Corte "apequenam" ela em função de
interesses políticos. O deputado é um dos 11 parlamentares apoiadores do
presidente Jair Bolsonaro que tiveram o sigilo
bancário quebrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A decisão faz
parte de investigação sobre o apoio e financiamento de atos antidemocráticos
que pediam o fechamento do Supremo e do Congresso Nacional. Pelo Twitter, o
deputado disse que defenderá sua honra, inclusive com ação perante a Corte
Interamericana de Direitos Humanos.
"Já pedi
aos meus advogados que entrem com uma ação na Corte Interamericana. Vou as
últimas consequências pela minha honra. Alguns ministros do @STF_oficial estão
apequenando a Suprema Corte a interesses políticos. @alexandre NÃO É O
STF", escreveu em uma publicação.
Mais cedo, em
seu Twitter o deputado publicou vídeo em disse que "o STF trabalha
politicamente contra o presidente Bolsonaro". "Até Deus aceita ser
criticado, mas Alexandre de Moraes e alguns ministros do STF não aceitam.
Alexandre de Moraes não é o STF. O ministro Toffoli não é o STF", disse no
vídeo.
O parlamentar
afirmou ainda que os ministros não representam a Corte, que destacou ser um dos
pilares da democracia. "Atacar esse pilar é sim um movimento
antidemocrático. Agora, ninguém está atacando o STF. Estamos sim criticando um
comportamento político de seus ministros, que deveriam se ater na proteção da
Constituição, mas resolveram se tornar partidários", declarou.
Segundo o
deputado, não há o que temer com a quebra do seu sigilo e sugeriu: "Eu não
sei se o sigilo bancário do ministro Alexandre de Moraes for quebrado, se ele
pode ter a mesma paz que eu estou tendo agora". Otoni de Paula chegou a
chamar Alexandre de Moraes de "canalha" e dizer que veria a
"queda de forma democrática e republicana" do ministro.
Em outra
publicação, o parlamentar pediu para o presidente Bolsonaro que "não
entregue a cabeça do ministro Abraham Weintraub na bandeja para satisfazer a
arrogância de alguns ministros do STF". O chefe da pasta da Educação tem
permanência incerta no governo e também é alvo de investigações do STF. Como o
Estadão/Broadcast revelou, a saída de Weintraub seria uma forma de apaziguar as
relações com o Supremo.
Agência
Estado

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