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| Abraham Weintraub segue no Ministério da Educação. Fátima Meira/ Futura Press/ Estadão Conteúdo - 04.03.2020 |
Pressões do STF
e do Congresso, no entanto, ainda não foram superadas, na avaliação do Palácio
do Planalto, que busca superar a crise
Após reunião
com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (15) e
demais ministros palacianos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu
manter Weintraub como titular da pasta. O Planalto, no entanto, ainda considera
que as pressões do STF e do Congresso pela demissão ainda não foram superadas e
estuda uma saída para a crise.
A trajetória de
Weintraub à frente da pasta acumula desgastes por conta de declarações
polêmicas. A participação do ministro nos protestos deste domingo (14) na
Esplanada foi considerada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como a gota
d'água. Ele voltou a atacar a Suprema Corte em encontro
com manifestantes que furaram o bloqueio do DF na Esplanada, em
momento em que a crise entre o Executivo e o Judiciário caminhava para uma
trégua na última semana. Na noite de sábado (13), um grupo de
manifestantes soltou
fogos de artifício na direção do Supremo.
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| Bolsonaro deu posse a Weintraub em abril de 2019. Adriano Machado/Reuters - 09.04.2019 |
A situação do
ministro já está complicada desde a divulgação
do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, em Weintraub sugeria
colocar os "vagabundos" do STF (Supremo Tribunal Federal) na cadeia.
A fala gerou críticas de ministros da Corte e de parlamentares, além de
respingar negativamente na opinião pública.
Durante a
reunião, o próprio Weintraub lembrava que era um ministro "ativista".
Seus ataques nas redes resultaram em dezenas de processos na Justiça. Se sair
do governo, o ministro perde o foro privilegiado e esses processos serão
remetidos às instâncias inferiores.
No final de
maio (28), Weintraub criticou
ainda a operação da PF (Polícia Federal) sobre o inquérito das fake news.
Ele chamou o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão, que foram
realizados em endereços ligados a apoiadores de Bolsonaro, de Noite
dos Cristais brasileira, em referência ao trágico dia do regime
nazista.
O economista
Abraham Weintraub está à frente do Ministério da Educação em abril de 2019,
após a saída de Ricardo Vélez Rodriguez. Antes, ele foi secretário-executivo da
Casa Civil. Ele é da chamada ala olavista, ou ideológica do governo, alinhada
com os pensamentos do filósofo Olavo de Carvalho.
Weintraub é
mestre em Administração na área de Finanças pela FGV (Faculdade Getulio
Vargas), MBA e graduado em economia pela USP (Universidade de São Paulo).
Thiago Nolasco, da Record TV, com Mariana Londres

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