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| O governador Wilson Witzel e o secretário da Saúde, Edmar Santos - Paulo Vitor |
Governador
prevê cerca de 900 leitos para pacientes infectados pela doença, parte deles no
hospital de campanha que será montado no estádio do Maracanã
Rio - O
governador Wilson Witzel (PSC) disse, na manhã desta
quinta-feira, que se o governo federal não ajudar os estados
nos impactos causados à economia por causa das medidas adotadas no
combate ao novo coronavírus (Covid-19), as unidades da
federação vão entrar em um "caos financeiro". O governador afirmou
que se até a próxima segunda a União não prever recursos
extras, o Rio terá que reavaliar a determinação de fechamento das empresas.
"Não
podemos pedir para autônomos, pequenos empresários, para empresas ficarem
paralisas se não houver uma sinalização imediata do ministro Paulo Guedes que
ele vai colocar pelo menos R$ 500 bilhões na economia", calculou Witzel,
em entrevista à TV Globo.
O governador
voltou a lamentar o pronunciamento feito na noite de terça pelo
presidente Jair Bolsonaro, que
novamente classificou a pandemia como uma "gripezinha" e pediu para
que a população voltasse às ruas. Witzel classificou como "falta
de responsabilidade" a não mobilização do governo federal "até o
presente momento".
"Não
podemos pedir para que as pessoas fiquem em casa, que as empresas fiquem
fechadas, se quem tem condições de socorrer, que é o governo federal, e tem
dinheiro para isso, não tomar as providências. As responsabilidades passam a
ser deles", alertou.
Witzel avisou
que se o Rio não receber nenhuma ajuda financeira da União até segunda, terá
que rever as medidas restritivas de circulação de pessoas. No momento, para
evitar a propagação da Covid-19 no Rio, apenas
uma pequena parte do comércio e empresas está liberada para funcionar.
"Se o
governo federal, até segunda-feira, não apresentar algo que dê esperança para
que as pessoas possam saber que não vão morrer de fome e não vão ter um
cataclisma na suas vidas, vai ser muito difícil continuar com essas medidas
protetivas", avisou.
HOSPITAL NO
MARACANÃ
O governador
também confirmou
que um hospital de campanha será montado no estádio do Maracanã.
Ele prevê cerca de 900 leitos abertos no estado para o tratamento da doença em
até 15 dias.
Além dos leitos
criados no Maracanã, Witzel especificou que há outros sendo liberados no Hospital
Zilda Arns, em Volta Redonda, e no Instituto Estadual
do Cérebro, no Centro da capital. Além disso, vão ser montados
hospitais de campanha na Barra da Tijuca, em um terreno cedido
pela Prefeitura do Rio, e em Nova Iguaçu e São
Gonçalo.
"Toda essa
logística deve, nos próximos 15 dias, estar já adiantada. Acompanhando a curva
de contaminação com as medidas de restrição da circulação, vamos conseguir no
próximo dia 4 fazer uma avaliação das restrições da mobilidade. Já teremos
condições de atender os pacientes mais crônicos e assim começar lentamente a
retomar a atividade econômica com responsabilidade e preservando vidas, que é o
que mais estamos preocupados neste momento", afirmou.
Por O Dia

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