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Calamidade
dispensa a União de atingir meta fiscal
Adriano
Machado/Reuters - 19.2.2018
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Pedido tem em
vista a necessidade de aumentar os gastos públicos para "proteger a saúde
e os empregos" em função da pandemia de coronavírus
O governo
federal pediu nesta terça-feira (17) que o Congresso Nacional decrete
calamidade pública até o dia 31 de dezembro deste ano devido à necessidade do
"monitoramento permanente da pandemia Covid-19".
Na solicitação,
o Planalto cita a necessidade de aumentar os gastos públicos para
"proteger a saúde e os empregos dos brasileiros".
Caso seja
acatado pelo Legislativo, o estado de calamidade pública dispensa a União
do atingimento da meta de resultado fiscal prevista na LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias).
"O Governo
Federal reafirma seu compromisso com as reformas estruturais necessárias para a
transformação do Estado brasileiro, para manutenção do teto de gastos como
âncora de um regime fiscal que assegure a confiança e os investimentos para
recuperação de nossa dinâmica de crescimento sustentável", finaliza o
pedido.
Mais cedo, a
Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza os gestores do SUS
(Sistema Único de Saúde) a utilizar saldos de ações em saúde para o combate à
pandemia de coronavírus. O texto ainda deve ser apreciado pelo Senado para
começar a valer.
Leia na
íntegra a nota encaminhada ao Congresso:
"Em
virtude do monitoramento permanente da pandemia Covid-19, da necessidade de
elevação dos gastos públicos para proteger a saúde e os empregos dos
brasileiros e da perspectiva de queda de arrecadação, o Governo Federal
solicitará ao Congresso Nacional o reconhecimento de Estado de Calamidade
Pública. A medida terá efeito até 31 de dezembro de 2020.
O
reconhecimento do estado de calamidade pública tem suporte no disposto no art.
65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) o qual dispensa a União do
atingimento da meta de resultado fiscal prevista na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e, em consequência, da limitação de empenho prevista na
LRF.
O Governo
Federal reafirma seu compromisso com as reformas estruturais necessárias para a
transformação do Estado brasileiro, para manutenção do teto de gastos como
âncora de um regime fiscal que assegure a confiança e os investimentos para
recuperação de nossa dinâmica de crescimento sustentável.
Secretaria
Especial de Comunicação Social da Presidência da República"
Do R7

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