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| Foto Mauricio Rocha |
Profissionais
da Saúde estarão passando orientações com distribuição de preservativos no
Carnaval
stá chegando o
Carnaval, um tempo de muita alegria, mas também momento de pensar em um assunto
muito importante: infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante os dias
de folia, profissionais da Saúde estarão no Centro e em Costazul realizando um
trabalho de prevenção, com orientações, distribuição de folders informativos e
de preservativos.
Para quem não
sabe, Rio das Ostras conta com o Programa de Combate as IST/HIV/Aids e
Hepatites Virais, que conta hoje com aproximadamente 1000 usuários. O objetivo
do Programa é tratar as infecções sexualmente transmissíveis, além de HIV e
hepatites virais, de forma correta e sempre visando o bem-estar dos pacientes e
da população.
De acordo com a
coordenadora do Programa, Bianca Monteiro, o trabalho funciona na unidade de
Saúde Nilson Marins, junto ao COGA, em Cidade Beira Mar, das 8h às 21h. O
programa conta com diversos profissionais como assistente social,
ginecologista, psicólogo, nutricionista, dermatologista, infectologista,
enfermeiro e técnico de enfermagem, além de auxiliar administrativo.
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| Foto Mauricio Rocha |
“A equipe
trabalha a parte de prevenção e com vários projetos externos, como prevenção
nas escolas, capacitação e sensibilização em toda Rede de Saúde. E relacionada
a essa temática, ainda há um trabalho de assistência terapêutica, em que
realizamos visitas para atendimento de usuários acamados ou hospitalizados”,
destaca.
Ainda segundo
Bianca, o número de pessoas com infecções tem crescido bastante e o Município,
acompanhando o mesmo movimento nacional. A unidade tem cerca de 3 mil
atendimentos ao mês, fora os atendimentos que são descentralizados.
A coordenadora
informa que cerca de 1 mil usuários fazem acompanhamento só de HIV e hepatites,
mais ainda tem o número de pessoas que têm acompanhamento das outras infecções
sexualmente transmissíveis. Também há atendimentos de vítimas de violência
sexual e de acidente com material biológico. Qualquer pessoa que identificar
alguma alteração ou quiser fazer o teste pode ir ao Programa. Mas a testagem e
tratamento das ISTs também é descentralizada. Todas as unidades de Saúde fazem
esse trabalho.
“É um assunto
muito sério. O grande problema é que a maioria não apresenta sintoma e não
procura o atendimento. O ideal é que a pessoa faça os testes rápidos para HIV e
hepatite e chegue o mais precocemente possível nestes serviços para um
diagnóstico. Assim conseguimos melhorar a qualidade de vida, iniciar logo o
tratamento e reduzir a taxa de transmissão da infecção para outras pessoas”,
completa Bianca.
PREVENÇÃO –
A coordenadora do Programa ressalta que a principal prevenção ainda são
os preservativos. O índice de transmissão dessas doenças tem aumentado entre
adolescentes, jovens e até idosos, então, é importante que essas faixas etárias
estejam ligadas na prevenção.
PROFILAXIA – Para
quem teve uma relação sexual sem proteção (não usou ou estourou a camisinha), o
que deve fazer? Essas pessoas podem recorrer à PEP – Profilaxia Pós-Exposição
de Risco, uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites
virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, que consiste no uso de
medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.
A porta de
entrada para esse atendimento e iniciar a medicação é o
Pronto-Socorro. Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciada o
mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a
exposição e no máximo em até 72 horas.


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