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Portaria de Moro foi publicada nesta segunda
MARIVALDO OLIVEIRA/CÓDIGO19/
ESTADÃO CONTEÚDO
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Operação será
no Pará, um dos Estados mais castigados com as queimadas, e terá apoio
logístico do Ibama, que vai dispor da infraestrutura necessária
O ministro da
Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou o uso até o final deste ano
de policiais da Força Nacional de Segurança Pública nas ações de apoio
realizadas por servidores do Ibama de combate ao desmatamento ilegal da
floresta Amazônica no Estado do Pará, de acordo com portaria publicada nesta
segunda-feira (10).
As ações,
conforme a portaria, vão ocorrer nos locais de alertas de desmatamento
identificados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em
"atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da
incolumidade das pessoas e do patrimônio".
A operação terá
o apoio logístico do Ibama, que deverá dispor da infraestrutura necessária à
Força Nacional. A ação poderá ser prorrogada, caso o instituto faça a
solicitação.
No ano passado,
o Pará foi um dos Estados mais castigados com as queimadas ilegais no país.
O Ministério
Público Federal chegou a abrir uma investigação para apurar se houve uma
diminuição de fiscalização ambiental na região, por supostamente a Polícia
Militar do Estado não ter dado apoio às equipes de fiscalização.
Procuradores da
República em Santarém, Itaituba, Altamira e Belém, cidades do Estado, apuram a
relação entre a redução da fiscalização ambiental e o crescimento, registrado
em dados oficiais do Inpe, de 50% no desmatamento e de 70% nas queimadas.
Autoridades estaduais negaram ter reduzido o efetivo policial nessas ações.
Outra
ocorrência sob apuração do MPF foi uma notícia, veiculada em um jornal local,
de que houve uma convocação de fazendeiros para promover o "Dia do
Fogo", que teria por objetivo promover queimadas ilegais na floresta.
Em julho
passado, o presidente Jair Bolsonaro chegou a questionar a precisão dos dados
do Inpe, fazendo críticas públicas a informações que prejudicariam a imagem do
Brasil no exterior. Esse episódio culminou na queda do então diretor do
instituto, Ricardo Galvão.
Por Reuters

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