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| © AFP Cruzeiro Diamond Princess tem quase 3,7 mil pessoas a bordo sob quarentena |
"Quando
recebemos autorização para ir ao convés, temos que usar máscaras, manter uma
distância de 1m entre nós e não nos deixam ter conversas em grupo."
Este é o relato
de David Abel, britânico a bordo do Diamond Princess, cruzeiro com quase 3,7
mil pessoas na costa do Japão sob quarentena há duas semanas por causa do surto
de coronavírus.
Nesta
sexta-feira, mais 41 passageiros tiveram o diagnóstico do novo coronavírus
confirmado. Até agora, 61 pessoas de dez nacionalidades que estavam no Diamond
Princess foram transferidas para hospitais.
Os novos casos
no navio levaram a um total de 86 pessoas doentes no Japão, o país com mais
casos da doença depois da China, epicentro do surto que matou 636 pessoas e
infectou 31.161 em 26 países — mais de 99% em território chinês.
Segundo relatos
de Abel no Facebook, todo mundo a bordo do cruzeiro é submetido constantemente
à medição da temperatura corpórea. Qualquer aumento inesperado é comunicado à
equipe médica.
"Passamos
a tirar peças que estavam no saco de roupa suja para usá-las de novo",
relata Abel. "Estamos lavando a roupa de baixo à mão, com sabonete."
"Aqueles
dias de luxo com uma equipe que trocava sua roupa de cama e deixava um
chocolate no seu travesseiro se foram."
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| © Reuters Passageira do cruzeiro Dream Princess exibe bandeira japonesa com alerta sobre falta de remédios |
E raramente
saem dali. "Há passageiros em cabines sem janelas, luz do Sol ou ar
fresco, mas o capitão anunciou que eles serão autorizados a frequentar o convés
aberto para se exercitar e respirar ar fresco."
Falta de
remédios a bordo
As medidas
começaram depois que um homem de 80 anos, que esteve no navio em janeiro,
apresentou sintomas da doença em Hong Kong.
Ele embarcou no
Diamond Princess em 20 de janeiro e desembarcou cinco dias depois em Hong Kong.
Como a
quarentena deve durar pelo menos até 19 de fevereiro, é crescente a preocupação
com uma eventual falta de medicamentos a bordo.
Um passageiro
exibiu uma bandeira do Japão com uma mensagem: "Faltam remédios". Não
está claro, porém, quais são.
Não existem
medicamentos ou vacinas específicos para o novo vírus, e os antibióticos também
não funcionam, porque eles combatem bactérias. A grande maioria das pessoas tem
melhorado por conta própria.
Grande parte
delas apresenta sintomas leves, como tosse e febre. No entanto, o vírus está
deixando algumas pessoas gravemente doentes por pneumonia e problemas
respiratórios. Os grupos de risco ainda não estão claros também.
Uma outra
embarcação, World Dream, também foi submetida a uma quarentena em Hong Kong
depois que oito pessoas, que estiveram no navio entre 19 e 24 de janeiro,
contraíram o coronavírus.
Há ainda 3,6
mil pessoas a bordo, mas ninguém foi diagnosticado com a doença depois da saída
das pessoas doentes. Todos os tripulantes que trabalhavam na área das cabines
foram isolados e estão sendo monitorados.


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